Esta rubrica é destinada à pessoas com conhecimentos geo-estratégicos e foi alvo de pesquisas profundas antes de ser publicada neste blog. As informações, assim como as fontes são fiáveis e podem ser verificadas. (pink'sblog)
O período pré-eleitoral na Republica Democrática do Congo é sintomático da forma "autocrática e cruel" que Joseph Kabila governa o Congo.
A repressão violenta e sangrenta caracterizada contra os protestos pacíficos da oposição na capital, Kinshasa é mais um acto de violação dos direitos humanos no Congo democrático.
Os manifestantes tentaram exigir da comissão nacional eleitoral independente(CENI) a publicação dos locais de voto com antecedência, para saberem onde irão votar, e não na véspera das eleições como tem sido anunciado. A resposta foi uma repressão violenta dos manifestações pela polícia congolesa, porquê uma reacção tão violenta contra cidadãos pacíficos indefesos?
A sede da CENI pertence à República ou é uma fortaleza acessível apenas para os adeptos e simpatizantes do poder?
As imagens são insuportáveis!
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| O que fez este jovem manifestante para merecer tal cicatriz na bochecha? |
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| A brutalidade policial contra manifestantes desarmados é justo e justificada? |
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| Um jovem morreu depois de ter apanhado um tiro cabeça |
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| Este pai de família apanhou um golpe de catana na beça |
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| Ele apenas queria saber onde iria votar |
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| e acabou por falecer sem cuidados médicos |
Contestar, denunciar ou não participar?
É insuportável, tenho denunciado aqui, mês após mês, a insustentável forma como têm sido organizadas as eleições no nosso continente, não entendo como é que eleição após eleição os mesmo problemas persistem!
Costa do Marfim, Togo, Benim, Chade, Camarões, Djibouti, a lista é longa, mas as fraudes são semelhantes, só os povos diferem. Em Angola estamos na fase da contestação, um filme de horror, um pesadelo que já vivemos em 2008 e que está prestes a repetir-se.
Entretanto perdemos tempo a discutir o quem, como e porquê, (sobre quem deve organizar as eleições, que personalidades devem ou não constituir a comissão eleitoral, sobre a constitucionalidade desta ou aquela lei eleitoral, a lista de duvidas é também exaustiva aqui). O celebre ditado "os cães ladram a caravana passa" é a única resposta que teremos da parte destes dirigentes que tudo farão para a permanência no poder.
Cada povo africano pensa ser melhor ou superior ao outro, (alguns dizem que é herança do colonialismo), mas eu acho que que é simplesmente por "IGNORÂNCIA". Sim, isso mesmo, ignorância, não vejo outra explicação lógica nesse comportamento de querer ignorar os erros cometidos pelos outros, eles poderiam e deveriam servir-nos de exemplo.
De nada adianta contestar as reformas constitucionais arbitrarias, as manipulações dos executivos e no final participar nestas farsas que representam as eleições em alguns países em África.
O "boicote" das eleições é a "arma democrática" mais séria contra as falsas democracias, evita-se assim legitimar as mesmas. Contestar, gesticular antes e depois das eleições, não serve nem ao povo nem a democracia. Se a UNITA não participasse nessa legislatura actual que ela contestou com acusações de fraudes, o MPLA não teria tido a legitimidade que teve para mudar a constituição da república como fez de forma unilateral.
Tudo deve ser revisto, não só as leis eleitorais,mas também as constituições, e que haja por uma vez "audácia" por parte dos lideres das oposições e o povo seguirá! Retirem-se desse(s) processo(s) ou farsas eleitorais.








O necessário, primeiro e urgente acto é dexar de reconhecer como sendo democracias os regimes onde esse tipo acções contra os cidadão tenham lugar.
ResponderExcluirAssim não estamos face a nenhuma democracia e temos a legitimidade para depor quem detenha o poder e o exerça dessa forma.
A comunidade internacional deve apoiar os cidadãos de países que são forçados a viver nessa circunstancias para deporem os ditadores que governam dessa forma.
Não vejo outra forma de iniciarmos uma época democrática de facto em países onde que detem o poder continua a usar abusivamente a força contra o povo