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3 de nov. de 2011

Geopolítica: Commonwealth Quem paga é que manda?

Esta rubrica é destinada à pessoas com conhecimentos geo-estratégicos e foi alvo de pesquisas profundas antes de ser publicada neste blog. As informações, assim como as fontes são fiáveis e podem ser verificadas. (pink'sblog)






Acompanhei no fim de semana passado via BBC, o desenrolar da cimeira da Commonwealth, eu fiquei estupefacto com a atitude do primeiro-ministro britânico David Cameron. 


Os líderes dos 54 estados da Commonwealth estiveram  reunidos desde sexta-feira 28 de Outubro 2011 em Perth na Austrália, e separaram-se no domingo, 30 de Outubro sem serem capazes de chegarem a um acordo sobre a Democracia e Direitos Humanos

Os Estados-membros da Commonwealth, (o que representa uma população total de dois bilhões de pessoas) não conseguiram chegar a um acordo sobre os direitos humanos. 
Era para designar dentro da Commonwealth um alto-comissário para a "Democracia", "Estado de direito" e "Direitos Humanos" que eles estiveram reunidos, mas a reunião não teve o sucesso esperado. 
Vários países como a África do Sul, a Índia e o Sri Lanka - que será o anfitrião da próxima cimeira da organização em 2013 - negaram qualquer interferência em seus assuntos internos. 

Isso provocou uma forte reação do primeiro-ministro britânico David Cameron. Mais do que a tal reação, o que mais me chocou foi o desdém e a atitude condescendente que David Cameron teve em relação aos seus homólogos.   


O Primeiro-ministro britânico David Cameron ameaçou excluir domingo, 30 de outubro do programa de assistência dos países britânicos quem não apoiar os direitos gays. 
Ele considera que os auxílios britânicos deveriam estar mais estreitamente relacionados à forma como os países se comportam. A discriminação de pessoas pelas suas crenças ou a sua sexualidade são inaceitáveis,  David Cameron afirmou que as mudanças nos países em causa levariam muito tempo.
Como sempre quem paga é que manda, e no meu ponto de vista a organização Commonwealth (que eu considero de instrumento do néo-colonialismo, tal como a organização da Francofonia), comporta-se de uma forma Imperialista e paternalista e relação as antigas colónias. 
Eu como jurista defendo evidentemente o estado de direito e os Direitos Humanos... mas a soberania de cada Estado é ao meu entender "sagrada". Poderá chegar-se a um consenso, mas com diplomacia e "respeito", não com ameaças.

O projeto será novamente discutido na reunião dos Ministros dos Negócios Estrangeiros da Commonwealth em Setembro de 2012 em Nova York.

Um comentário:

  1. A soberania de nenhum estado deve poder ser um obstáculo a acçao de quem quer que seja em defesa dos direitos humanos quando seja em que estado for os seus dirigentes e agentes os violam.

    As cidadãs e cidadãos de qualquer estado que sofram violações dos direitos humanos e a quem - no seu estado - seja recusada alem da garantia do respeito por esses direitos o acesso a justiça devem ter a solidariedade da Comunidade Internacional mesmo se isso represente alguma forma de anulação da tal soberania desse estado porque, tambem e alem do mais, nesse caso, sera sempre um estado que se desviou da sua obrigação de respeito pelo humano que o constituiu.

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