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| André Kimbuta é filho de pais angolanos originários da província do Uíge. |
Lecionou na Colégio Boboto na comuna de Gombe, antes de viajar para o Níger e Gabão para o mesmo trabalho.
De volta para casa, Kimbuta entra no mundo dos negócios que farão dele o chefe de uma empresa que emprega cerca de 600 agentes e trabalhadores.
André Kimbuta também trabalhou como assessor do Ministério dos Assuntos Internos, Segurança e Descentralização.
Eleito governador da cidade após um voto por sufrágio indirecto, foi investido no cargo após um despacho presidencial.
A problemática das origens e a dupla nacionalidade:
Hoje governador de uma das maiores cidades do continente africano, André Kimbuta é um fenómeno raro na politica regional. Na RDC muitos angolanos sempre viveram em "total" liberdade, temos exemplos de grandes personalidades do Music Hall congolês são de origem angolana. No passado muitos angolanos e filhos de angolanos brilharam naquele país como estrelas de futebol e outros desportos.
A politica de "Zairianization" (Realizadas no decurso de 1974, "Zairianization" foi um dos eventos mais importantes da política do regime de Mobutu, ou seja, a nacionalização progressiva da propriedade comercial e imobiliário da propriedade de nacionais ou grupos financeiros estrangeiros. Na verdade, se isso fazia parte oficialmente em um esforço para recuperar a economia nacional e a redistribuição da riqueza adquirida durante o período colonial, tendo resultado num fracasso), obrigou muitas famílias angolanas a se declararem como congoleses para não perderem os seus bens, as suas empresas e como Angola ainda não era independente a escolha fez-se quase que naturalmente.
As razões politicas e conjunturais sempre obrigaram os povos que vivem em zonas fronteiriças a escolherem entre um duas nações. Quero também recordar que temos alguns angolanos de origem, que ocupam funções na Zâmbia, na Namíbia e no Congo Brazzaville.
E como é mais fácil nesta minha Angola do regime MPLA/JES de obter a dupla nacionalidade apenas com países lusófonos, enquanto não nos é permitido de ter a mesma condição civil para com aqueles países que connosco partilham mais do que uma simples língua (e cultura) "importada".


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