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9 de nov. de 2011

DEMOCRACIA AFRICANA: A violência ensombra a segunda volta das eleições na Libéria

Ellen Johnson Sirleaf

 
Pelo menos três pessoas morreram nesta segunda-feira, em Monróvia, quando a polícia tentava dispersar uma manifestação de opositores em apoio a Winston Tubman, que se retirou da segunda volta das eleições presidenciais. 



Apesar dos episódios de violência desta segunda-feira na capital da Libéria, que resultaram na morte de pelo menos três pessoas? acredito que a segunda volta das eleições vai decorrer sem grandes perturbações.
É de recorda que a saída de Winston Tubman das eleições não retira o nome do candidato do boletim de voto, porque segundo as leis eleitorais do país, o candidato devia ter respeitado uma data para apresentar a sua desistência. Sendo assim, o nome de Tubman, vai aparecer no boletim de voto, ele terá ou não votos, ou seja, o seu apelo ao boicote funcionará ou não.


Recorde-se que Ellen Johnson Sirleaf, obteve na primeira volta 43,9% dos votos, contra 32,7% de Tubman.

O clima tenso preocupa a comunidade inetrnacional que teme pelo recrudescimento da violência. A Libéria sofreu com as terríveis consequências de uma guerra civil que devastou o país entre 1989 e 2003. Na tentativa de evitar novos conflitos, a Missão das Nações Unidas para a Libéria, a Minul, aumentou os dispositivos de segurança e reforçou as operações de patrulha na capital Monróvia pelos 8 mil homens que compõem o contigente da ONU.
As fronteiras da Libéria com os vizinhos Costa do Marfim, Guiné e Serra Leoa também foram fechadas ontem por tempo indeterminado. Em Monróvia, temendo uma escalada da violência, moradores já estocam alimentos e produtos de primeira necessidade.
Elogiada no exterior e vencedora deste ano do Nobel da Paz, Ellen Sirleaf não desfruta da mesma popularidade dentro do seu país. Se na comunidade internacional ela é reverenciada por ter pacificado a Libéria, internamente ela é criticada por não ter conseguido ainda reduzir a extrema pobreza da maioria da população.


Ellen Johnson Sirleaf "Nobel da paz"
Conhecida como a Dama de Ferro da África, Sirleaf foi recompensada pelos seus esforços para a reconstrução da Libéria, um país traumatizado por 14 anos de guerra civil e mais de 250 mil mortos.

Em 2005, Sirleaf foi a primeira mulher eleita chefe de Estado no continente africano. Ela concorre à reeleição, mas a sua vitória não é certa. Muitos liberianos estimam que ela não cumpriu as promessas econômicas e sociais. Uma parte da população também condena a falta de investimento da presidente no processo de reconciliação nacional.

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