| Confrontos em Dakar, Senegal. |
Dakar foi esta quinta-feira, palco de confrontos. Ouviram-se tiros e registaram-se feridos na capital do Senegal. Centenas de senegaleses protestavam contra o projecto de reforma constitucional. Depois do sucedido, o presidente do país retirou o projecto de reforma.
No Senegal, um pouco por todo o país, registaram-se manifestações. Os senegaleses contestam o projecto de reforma constitucional. Uma reforma desejada pelo presidente do país, Abdoulaye Wade, que visava baixar para 25% a percentagem mínima necessária para a eleição do presidente e de um vice-presidente.
Entretanto em Dakar, o que era uma manifestação, acabou em confronto violento. Na capital senegalesa, ouviram-se tiros e registaram-se vários feridos. Entre os feridos, está Alioune Tine, Presidente da Associação Encontro Africano para a Defesa dos Direitos Humanos.
No seguimento destes acontecimentos, o presidente Abdoulaye Wade acabou por retirar o projecto de reforma.
Perante a mobilização maciça da oposição e da sociedade civil, o presidente senegalês, Abdoulaye Wade foi forçado a abandonar seu projeto de reforma constitucional, a oito meses da eleição presidencial. Os deputados aprenderam a retirada do texto, ao mesmo tempo que ele estava ser debatido na Assembleia Nacional. Enquanto que lá fora, os manifestantes que se opunham ao projecto se chocaram violentamente com a polícia, que não hesitou em abrir o fogo contra os manifestantes.
O resultado da mobilização
| Alioune Tine, Presidente da "Associação Encontro Africano para a Defesa dos Direitos Humanos". |
Opositores e membros da sociedade civil depois desta primeira vitoria, decidiram manter a pressão sobre as autoridades.
Depois de uma actualização sobre as detenções e o número de feridos ontem, eles planearam uma reunião esta sexta-feira Junho 24, 2011, para estudar outras medidas para mobilizar.
"Ainda há reclamações", disse Alioune Tine um dos organizadores do evento de ontem contactado pelo pink'sblog, "queremos impedir o presidente Abdoulaye Wade de tentar um terceiro mandato."

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