
Por: Luiz Araújo
Mensagens que recebi e cujas fontes não revelo porque creio e espero que mudem de atitude mas que no entanto me obrigam a esclarecer que para mim a solidariedade é mesmo apenas pela solidariedade com quem dela necessite. Quando assumo iniciativas ou me associo a acções de solidariedade não estou em concorrência por um lugar de liderança dessas correntes de solidariedade. Nem a solidariedade é para mim um trampolim eleitoral pois não pertenço a partido nenhum nem sou candidato a nada.
A solidariedade não o é quando alguém pretende monopoliza-la visando visibilidade política como rendimento. O rendimento da solidariedade deve ser só a ajuda que dela resulta para quem ela é dedicada, esse é o meu entendimento sobre a natureza, o sentido e o rendimento da solidariedade. Estou aberto para a abordagem doutros entendimentos que se possa ter sobre a solidariedade mas não em mensagens privadas. A solidariedade com vitimas dum regime para o ser efectivamente tem que ter necessariamente caracter de acção pública e, portanto, todos os seus aspectos devem ser abordados abertamente. Não tenho qualquer vínculo que me subordine a nenhum comando político partidário de ninguém, sou livre e efectivamente apartidário e pacifista, é com esse pensamento que tenho agido e a prática a que me tenho dedicado é disso demonstração bastante.
Nunca pretendi que as iniciativas que tomo sejam únicas considerando que outras iniciativas não devam ser tomadas pelas mesmas causas nem nunca agi dalguma forma e nalguma medida para impedir ou julgar iniciativas de solidariedade de ninguém. Ao contrario, considero que quantas mais iniciativas por uma causa melhor será porque ampliarão o movimento por essa causa. E quando me envolvo numa iniciativa de solidariedade e outra que lhe seja complementar decorra e ou seja iniciada apoio-a e associo-me a ela subscrevendo-a se está aberta a esse procedimento e publicito-a ao máximo possível. Essa forma de ser e de estar em solidariedade não é só um discurso está documentada em vários casos que tiveram lugar nos últimos anos.
Em meu entendimento as pessoas são livres de se associarem a iniciativas de outros ou não mas, considero que quando se associam é bom que seja às iniciativas pelo que valem e visam e não por quem as promove. Se queremos realmente que a cultura e a prática da solidariedade cresça no nosso país não devemos transforma-la em movimento visando rendimentos que não sejam aqueles que consubstanciem a ajuda que ela promove em beneficio de quem dela necessita. As acções solidariedade nas circunstancias que nos são impostas pelo regime de JES/MPLA têm alcançado níveis muito baixos de adesão e abrangência devido ao facto das cidadãs e cidadãos pelas mais variadas razões se inibirem, especialmente, devido ao medo de serem vitimados por represálias do regime.
Se a esses factores se combinar a percepção da solidariedade visar rendimentos políticos partidários não se estará a contribuir para a generalização da cultura e prática da adesão das cidadãs e cidadãos a acções de solidariedade. Sejamos capazes de apoiar, enaltecer, subscrever e publicitar todas as acções de solidariedade com vítimas do regime de JES/MPLA - mesmo se são iniciativas de pessoas ou de instituições a quem não nos vincule nenhum laço de pertença e ou que mesmo possamos ter como adversários políticos. Solidariedade em concorrência por rendimentos políticos, por favor. não!
EXIGE DIGNIDADE COM DIGNIDADE

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