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20 de jul. de 2011

A Corrupção do executivo angolano impede o desenvolvimento do povo

Crianças  angolanas no Bié, Angola 2007.
 Angola que produz oficialmente 1,7 milhões de barris de petróleo por dia, registou em 2010 um dos mais baixos Índices de Desenvolvimento Humano e ocupa o 146° lugar num total de 169 países, revela o último relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento divulgado em Luanda.

O relatório do PNUD indica que entre 2000 e 2010 Angola registou um aumento de quase cinco anos da esperança de vida à nascença, que é actualmente de 48,1 anos, enquanto o número de anos de escolaridade, embora muito baixo, se manteve constante, ou seja 4,4 anos.

O rendimento bruto "per capita" dos angolanos aumentou de 3103 dólares em 1985 para 4941 dólares em 2010, enquanto a taxa média de crescimento do PIB entre 2002 e 2010 foi de 12,1%.

   O ministro angolano da Educação, Pinda Simão, referiu na ocasião que os indicadores de IÍndice de desenvolvimento Humano servem de alerta para o Governo, que deverá prestar mais atenção na melhoria do rendimento do sistema educativo angolano.

  Já a ministra angolana do Planeamento, Ana Dias Lourenço, afirmou que apesar da redução de 0,564 para 0,403, registada em Angola entre 2007 e 2008 no valor absoluto dos IDH, segundo ela atribuível aos ajustamentos metodológicos e de correcção de dados, Angola se situa acima da média no conjunto dos países da Árica susahariana, figurando em sétima posição entre os países da SADC.
Um relatório da UNESCO publicado no inicio de Março, indicava que Angola gasta mais dinheiro em formação militar do que no ensino básico, referindo que um pequeno corte nas despesas da Defesa, permitiria que mais de 600 mil crianças fossem à escola em Angola.



Entretanto, onegócios continuam    

                                                                                                                                            
<p>Pinto Balsemão é um dos nomes por detrás do projecto</p>

Os empresários Francisco Balsemão, líder do grupo Impresa, Hipólito Pires (que tem a representação da Saab em Angola), do grupo Hipogest, e Daniel Proença de Carvalho (advogado) juntaram-se à angolana Global Pactum (accionista, juntamente com a Sonangol, do Banco Atlântico) para criar a InterOceânico.


                                                                      
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              
Carlos Silva, presidente do angolano Atlântico (BA), que, por sua vez, é maioritariamente detido pela Global Pactum (gestora de activos familiares ligada a Carlos Silva), vai liderar o novo projecto empresarial que terá um capital social de 75 milhões de euros.
O projecto, apresentado por Carlos Silva, no quadro de um encontro com a imprensa, destina-se a promover investimentos em Portugal, Angola, Brasil e China e que podem ser materializados na tomada de posições em empresas ou através do lançamento de novos projectos.
“Acreditamos neste vértice – Portugal, Angola, Brasil e China – uma geometria onde podemos gerar valor para as famílias e para as nossas economias”, afirmou hoje Carlos Silva.

Para além dos nomes acima referidos, entre os accionistas da InterOceânico estão também Manuel Nabeiro (café Delta), Mário Costa, José Vaz Pinto, a Finicapital, de investidores do angolano Atlântico, e a Nasoluma, holding controlada pela gestão do banco. No grupo há ainda investidores holandeses e também o embaixador António Monteiro. Este foi membro da delegação portuguesa que mediou as negociações para os Acordos de Paz em Angola, em 1991, e que chefiou a Missão Temporária de Portugal junto das Estruturas do Processo de Paz em Angola. Além disso, foi representante junto da Comissão Conjunta Político-Militar, em Luanda, e esteve ainda em comités ligados à comunidade de língua portuguesa.

O grupo financeiro angolano Atlântico, cujo modelo de negócio é a banca de investimento, tem uma extensão em Lisboa, o Atlântico Europa, que funciona como plataforma de entrada no mercado europeu, com os olhos postos na China e no Brasil. O banco tem-se posicionado como “alavanca” da economia angolana, que está sobretudo dependente de duas matérias-primas, o petróleo e os diamantes. O seu objectivo é diversificar para outros sectores como o energético. Graça Proença de Carvalho, filha de Daniel Proença de Carvalho, integra os órgãos sociais executivos do Atlântico Europa.

A aposta de Carlos Silva, à frente do Atlântico, tem sido também a de promover projectos de longo prazo entre Angola e Portugal.

O principal accionista do Atlântico, a Global Pactum, tem uma pareceria com a Geocapital, na Geopactum Oriente, com sede em Macau, a primeira empresa de capitais multinacionais constituída no quadro do Fórum Macau. A Geopactum Oriente, liderada por António Carlos Oliveira, tem por meta ajudar a promover os negócios entre a China e os países de língua portuguesa. A Geocapital é dominada por Jorge Ferro Ribeiro e Stanley Ho.

Um comentário:

  1. Excelente artigo, mas falta ai mais alguns ladrões do mpla

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