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9 de jul. de 2011

Angola / Côte dIvoire : A crise continua



O presidente Alassane Ouattara exige que a Sonangol venda as acções que possui na refinaria nacional SIR.

Insatisfeito com a falta de capacidade de resposta da Sonangol na empresa de refinaria nacional da Costa do Marfim SIR, desde que entrou no grupo em Março de 2008. O novo ministro da energia, Adama Toungara e o DG da SIR, Joel Dervain foram encarregados pelo presidente Alassane Ouatarra, de encontrar compradores para as acções da Sonangol.
O presidente Alassane Ouattara culpou a Sonangol, que detém 22% da SIR, de nunca ter refinado petroleo(crude) na refinaria nacional (SIR) para abastecer em petróleo refinado Angola, como foi previsto quando da assinatura do contrato com Manuel Vicente em Março 2008. A Sonangol que devia refinar uma parte do seu crude(petróleo bruto) em Abidjan, nunca cumpriu a sua parte do contrato.Uma fonte próxima do dossier diz que imprtantes somas de dinheiro foram viradas a uma conta que pertence ao antigo presidente Laurent Gbagbo. Uma forma de retro-comissão, sistema utilizado por muitos países africanos para desviar fundos legalmente sem prestar contas à ninguém. 

Angola consome cerca de 75 mil barris por dia, mas apenas pouco mais de 30 mil barris por dia são refinados localmente (em Angola). Era lógico que a SIR, que tem um excedente de capacidade de refino (para o consumo local) de abastecer o mercado angolano como previsto no contrato.

Enquanto se aguarda a construção, da refinaria do Lobito que vai refinar (200.000 barris dia), Angola devia aproveitar da refinaria da SIR, para completar a deficiência de abastecimento em petróleo refinado em angola, coisa que nunca aconteceu por razões obscuras. O Lobbying da empresa francesa TOTAL, que é também accionista na SIR, teve um papel importante. A vontade de vender 22% das acções da Sonangol é também ditada pelo apoio demonstrado pelo governo Angolano ao ex-Presidente ivoiriense Laurent Gbagbo.



Dos Santos e Gbagbo






O PR (José Eduardo dos Santos) tem uma relação de amizade com Laurent Gbagbo, Angola ajudou-lhe a pagar os salários dos funcionários públicos durante os meses da crise pós eleitoral, de Dezembro de 2010. Quando penso que no mesmo tempo há funcionários angolanos com salários em atraso em quase todo o país! Deve ser mesmo falta de amor ao povo angolano.


Angola continua a ajudar os seus amigos assassinos


Charles Ble Goudé e Maho Glofiéhi que são procurados pelo TPI(Tribunal Penal Internacional) encontram-se finalmente na Gâmbia. Depois de terem passado pelo Gana.
De acordo com informações recolhidas junto de parentes em Yopougon (nos distritos de Niangon, e Wassakara), os dois homens têm passaportes da Guiné-Bissau e de Angola.
 E as suas novas identidades são: para Charles Ble Goude/Carlos Cada natural do Uige, e para Maho Glofiéhi/ Marcelo Mendes, natural de Malanje. Os dois bandidos (ambos são procurados por crimes de guerra) apresentam-se como diplomatas angolanos.  

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