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| Rebeldes Líbios com armas |
O governo da Rússia pediu explicações à França sobre o fornecimento de armas aos rebeldes líbios.
"Perguntamos hoje aos nossos colegas franceses se confirmam a informação de que tenham fornecido armas aos rebeldes líbios. Esperamos a resposta. Se for confirmado, será uma grave violação da resolução de 1970 do Conselho de Segurança da ONU", declarou o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, sobre a cláusula que pede o fim da violência contra o povo líbio e prevê proteção a civis e áreas densamente povoadas sob ameaça na Líbia.
O embaixador francês na ONU, Gerard Araud, no entanto, disse que o envio de armas aos rebeldes líbios respeita as resoluções do Conselho de Segurança da ONU. As declarações de Lavrov foram feitas na véspera da visita à Moscovo do ministro de Relações Exteriores da França, Alain Juppé, com quem deve se encontrar.
A União Africana também criticou, nesta quarta-feira, a atitude da França. O bloco de países africanos afirmou que a entrega de armas aos rebeldes traz riscos de criar na Líbia uma situação semelhante à da Somália, país devastado por uma guerra civil. "O risco de guerra civil, o risco da partilha do país, o risco da 'somalização' do país, o risco de ter armas em todo o lugar (...) com o terrorismo. Esses riscos preocupam os países vizinhos", disse o presidente da Comissão da União Africana, Jean Ping.
Nicolas Sarkozy: O grande irresponsável
De acordo com o governo da França teriam sido enviadas por aviões cerca de 40 toneladas de armas para os rebeldes que lutam contra o regime de Kadafi. Citando fontes não-identificadas,
o Le Figaro afirmou que a França lançou "grandes quantidades" de armas, incluindo lançadores de foguetes, rifles de assalto, metralhadoras e mísseis antitanque.
Segundo o Ministério da Defesa francês, também teriam sido enviados aos rebeldes alguns tanques leves por via terrestre, através da fronteira líbia com a Tunísia.
A decisão de enviar armas sem consultar os parceiros da Otan (Organização do Atlântico Norte) ocorreu "porque não havia outra forma de proceder", disse ao Le Figaro uma fonte de alto escalão. Mas eu acho que mais uma vez o presidente francês provou a sua falta de experiência sobre as questões internacionais e também uma forma de irresponsabilidade politica, pois as mesmas armas certamente servirão amanhã contra os Ocidentais.
Sarkozy mantém uma estreita relação com os rebeldes líbios desde que aviões franceses começaram a bombardear a Líbia cumprindo um mandato da ONU para proteger os civis locais. Embora descarte uma intervenção terrestre, Sarkozy já havia prometido anteriormente intensificar os bombardeios aéreos. No começo de Junho, helicópteros franceses e britânicos se envolveram em operações destinadas a tornar mais precisos os bombardeios da Otan contra alvos do governo líbio.
A revelação sobre o envio de armas aos rebeldes provavelmente atrairá mais críticas da Rússia e China, que acreditam que a Otan e seus aliados ultrapassaram o que estabelece a resolução da ONU que autoriza uma acção militar internacional no país.



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