Powered By Blogger

7 de jul. de 2011

Harmonizar as regras da democracia em África: Uma doce utopia ?





A África não pode continuar a ver estes tristes acontecimentos sem procurar soluções, crise após crise não somos capazes de agir para proteger as populações indefesas, e no fim é sempre tarde demais, já há centenas de mortos e feridos, e muitas vezes até mesmo milhares de mortos. 

Você apercebeu-se que os africanos, tal como os estados, as organizações regionais e continentais sentem-se cada vez mais preocupados com o que acontece em quase todos os países do continente este ano? 
Principalmente quando a mudança conduz à violência. As brasas ainda estão quentes na Costa do Marfim, e nós já trememos pela a Líbia, sem saber como é que aquilo vai acabar. 


Para os regimes os que ganharam as eleições em circunstâncias duvidosas (fraudes e golpes de estado constitucionais), as eleições futuras são uma fonte de perplexidade e falta de sono.

Oh! Alguns dirão que a União Africana já tem uma estrutura de prevenção de conflitos! Que responder? Salvo que onde estão as provas da sua eficácia, diante dos nossos olhos? 
Se essas crises são quase todas o resultado de eleições cada vez menos credíveis, então a prevenção não poderia incluir também uma harmonização das regras da democracia em África?
No mundo da economia, existem ferramentas que facilitam a vida das empresas, tanto quanto possível e tranquilizar os investidores. Com tais instrumentos, os Estados já não poderão fazer fraudes em massas!

Em política, cada país africano vive com suas próprias regras, que alguns líderes não hesitam em  reajustar ou manipulam as eleições de acordo com seus medos ou os seus interesses actuais.



Sem querer impor um modelo único rígido à todos, Uma nova regra pode ser útil para definir claramente um quadro que define os limites para garantir a transparência e a justiça no qual cada Estado deverá cumprir  rigorosamente, da preparação das listas eleitorais até ao anúncio dos resultados finais.

Também será preciso pôr alguma ordem nesta "selva" de observadores internacionais, alguns dos quais são escolhidos pois francamente adaptados aos desejos de regimes em falta de legitimidade.

Finalmente, para garantir a conformidade com este quadro de credibilidade, os guardiões: Estadosassociações e instituições civis independentes, deverão ser suficientemente credíveis para que a África não vá continuamente buscar qualquer ajuda fora para resolver os seus problemas políticos.
Mas como sonhar não é proibido, vamos tentar chagar à estes objectivos um dia... e quem sabe poderemos passar do sonho à realidade um dia?

Dr. Cláudio Pinnock

Nenhum comentário:

Postar um comentário