Aminatou Ahidjo , a filha do primeiro Presidente dos Camarões, Ahmadou Ahidjo concordou em regressar ao país e juntar-se ao partido no poder.
Aminatou Ahidjo que é a mais nova filha do primeiro Presidente da República dos Camarões , Ahmadou Ahidjo , morto e enterrado em Dakar em 1989, está no centro de todas as conversas . De 47 anos de idade, ela decidiu dissociar-se de sua própria família, ainda no exílio no Senegal, para voltar para casa e se juntar ao campo "inimigo". Para o grande desgosto de sua mãe, Germaine , que ela não vê desde 2008.
Certas pessoas próximas à família dizem que Germaine, a viúva ficou devastada por esta atitude da filha, ela que não concorda com o presidente Biya sobre as condições para a repatriação dos restos mortais de seu falecido marido.
Traição ou manipulação ?
Paul Biya teria encontrado um jeito de matar dois coelhos com uma cajadada só:
- Germaine Ahidjo para punir o seu orgulho, ela que nunca se dignou a se inclinar perante ele para pedir-lhe favores.
- Para aliviar as tensões com o Norte, após a prisão de muitas das figuras políticas desta região, tais como Marafa Hamidou Yaya e Iya Mohammed.
Psicologicamente vulnerável?
Aminatou Ahidjo provavelmente acredita que é hora de seguir em frente. Ela diz que quer "dar a imagem da união, harmonia e reconciliação nacional. " Com nenhum peso na cena política camaronesa - ela ofereceu-se para fazer campanha para o partido no poder, nas três regiões do norte e fazer aparições ocasionais no restante do país antes das eleições legislativas de 30 de Setembro. Enquanto alguns gritam traição, outros afirmam que o RDPC decidiu lidar com uma " débil mental ". Então ela seria apenas uma pobre menina sozinha perdida no meio de intrigas políticas? Talvez nem tanto.
Metódica e astuta, ela criou uma equipe de especialistas em questões de política interna, apresentou um documento de trabalho detalhado, e esboçou um projecto para integrar o RDPC.
Valor da adesão? 400 milhões de francos CFA (610.000€ ) segundo informações de algumas figuras do regime. Apoiada pelo seu irmão Mohamadou Ahidjo Badjika (filho ilegítimo do antigo Presidente) e actua Embaixador de boa vontade do regime, e pelo ex- presidente do Benim, Emile Derlin Zinsou que supostamente encorajaram Aminatou a regressar. Ela escolheu ignorar os críticos ao ponto de esquecer que em 1983 o regime de Paul Biya removeu sua identidade camaronesa a todos membros da família.
Aqueles que compartilharam o seu exílio em Dakar, às vezes a descrevem como o psicologicamente frágil. Eles argumentam que esta "caçula mimada" ficou muito abalada pela morte do seu pai , e não soube aproveitar das oportunidades oferecidas pelos velhos amigos do pai. Abdou Diouf, então presidente do Senegal, tinha tentado ajudar, em vão. A verdade é que esta viajante incansável esgotou todas as suas cartas, ela que beneficiou do apoio de Houphouet -Boigny , Omar Bongo Ondimba ou Kaddafi em projectos todos mais caros do que os outro tais como a criação de uma galeria de arte, uma loja de perfumes em França, etc, etc ... Em sua defesa, eles concordam que é de todos os filhos, aquela que mais sofreu pela morte do pai.


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