20 de set. de 2013
Geopolitica: "Uma Guerra Santa sexual"?
Envolvidas numa "guerra santa" de um novo tipo, mais de uma dúzia delas, deram à luz a filhos de pais desconhecidos, de acordo com sites de notícias da Tunísia. Uma situação que envergonha o próprio governo da Tunísia islâmica.
O destino dos filhos nascidos fora do casamento é uma dor de cabeça para as autoridades.
"Essas meninas vêm na maioria dos bairros da periferia das grandes cidades, onde foram recrutadas pelas ONGs de caridade ou religiosa dos movimentos islâmicos para satisfazer os desejos sexuais dos jihadistas na Síria", disse o advogado Koubakji Badis, presidente da "Association de Secours aux Tunisiens à l'Etranger"(Associação de ajuda aos tunisinos no exterior).
Uma "fatwa" atribuída a um líder radical da Arábia Saudita, Mohamed al-Arif, e divulgada na Internet, legitima essa nova forma de prostituição ou escravidão sexual, em nome da "guerra santa". Os combatentes islâmicos foram criticados ultimamente apôs as denuncias das ONGs sobre os abusos sexuais e violações cometidos por eles no norte do Mali.
O ministro tunisino do Interior admitiu quinta-feira que algumas mulheres, sem especificar o seu número, sairam da Tunísia para à Síria, saciar os desejos sexuais dos combatentes jihadistas antes de retornar grávidas."Elas fazem sexo com 20, 30, 100 jihadistas" numa noite segundo ele.
O ministro do Interior da Tunísia, Lotfi Ben Jeddou, afirmou numa audiência perante a assembleia nacional na quinta-feira 19 de setembro que como as "tais" mulheres conseguiram sair do país para ir fazer a "guerra santa sexual" na Síria. Em outras palavras, eles foram satisfazer as necessidades sexuais dos combatentes islâmicos, que procuram fazer cair o regime sírio de Bashar al-Assad.
O ministro não disse quantas mulheres foram afectadas e em que condições elas foram atendidas ao seu regresso no país, e não deu detalhes sobre o número nem a frequência de tais actos.
Mas salientou que "apôs as relações sexuais que elas têm em nome da "jihad al-nikah " (que significa "guerra santa do sexo"), elas regressam grávidas" e são consideradas por outros membros salafistas como sendo santas, pois levam nos ventres os filhos dos futuros mártires.
O Jihad al-nikah, que permite-lhes de ter ralações sexuais com múltiplos parceiros, é considerado por alguns salafistas como uma forma legítima de guerra santa.
É uma forma de "casamento temporário que pode durar de apenas alguns minutos, ou horas.
Ambos os parceiros se divorciam após o consumo.
A mulher passa depois para outros parceiros, seguindo um ritual religioso.
Controlos reforçados nos aeroportos
A imprensa tunisina evoca centenas de mulheres neste caso, já que fala-se de centenas de homens foram lutar contra as forças do regime de Bashar al-Assad.
No entanto, Lotfi Ben Jeddou disse que desde que assumiu o cargo em Março de 2013 ", mais 6000 jovens foram impedidos de ir lá." E que para lutar contra este fenómeno, o Ministério do Interior admitiu que recentemente apertou os controlos nos aeroportos.
No total, em 15 anos, milhares de cidadãos tunisinos juntaram-se às fileiras dos jihadistas pelo mundo, no Afeganistão, no Iraque e agora na Síria.
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