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| Alda Sachiambo |
O seu percurso na UNITA começa por ter sido a única mulher que, em Junho de 78, fez parte do Conselho de Revolução do então movimento rebelde ainda ao tempo de Jonas Savimbi, ostentado a patente de tenente. Na altura, Alda Sachiambo Chindondo estava casada com o Coronel Valdemar Pires Chindondo, que fora o primeiro Chefe de Estado Maior das FALA, mais tarde acusado de tentativa de “Golpe de Estado” e executado pela segurança do “Galo Negro”.
Sachiambo foi também uma das dinamizadoras do braço feminino da UNITA. Começou em 1982 como coordenadora da Liga da Mulher Angolana (LIMA) de que viria ser a sua presidente dois anos depois. Em 1988, Savimbi formou uma estrutura governamental e Alda Sachiambo, agora graduada com a patente de capitã, foi indigitada para exercer as função de Ministra Adjunta do Trabalho e Abastecimento. O Ministro era Celestino Capapelo, um jurista formado em Portugal. No ano a seguir, o movimento rebelde realizou um congresso extraordinário e ela novamente foi desafiada a desempenhar as funções de Directora de Gabinete do Secretariado do Planeamento.
Meses após aos acordos de Bicesse, ela, na qualidade de esposa de Jonas Savimbi, integrou a caravana que acompanhou o líder rebelde naquela que foi a sua viagem histórica das matas à cidade, concretamente a cidade do Huambo. Esteve na tribuna dos primeiros comícios feitos pelo Presidente da UNITA ao lado de Ana Isabel Savimbi (esposa principal), Catarina e Sandra, a esposa mais nova.
No processo de modernização da UNITA, de máquina militar para força política, Alda Sachiambo tornou-se a número dois de equipa económica que talhou as políticas do referido sector que integrariam o programa de Governo apresentado por Jonas Savimbi. A número um da equipa foi uma outra senhora, Fátima Roque.
Alda liderou uma das maiores manifestações de massas no Bailundo, que visou saudar um dos mais sucedidos périplo feitos por Jonas Savimbi junto às presidências de capitais africanas, quando o mundo havia virado as costas ao líder rebelde.
Na refrega do desentendimentos entre UNITA e Governo que resultou no retorno à guerra, Alda Sachiambo regressou às matas, fazendo parte da chamada coluna presidencial. Na sequência do cerco das tropas governamentais, quando Savimbi já era dado como localizado pela parte governamental, “Mana Aninhas” foi despachada para a coluna do General António Dembo então Vice-Presidente do movimento. O seu estado era de pessoa fragilizada, mas mesmo assim não a impediu de presenciar o oficial Samuel S. Kapinala, vulgo General Samy, a enterrar os restos mortais de António Dembo, que tombara quando a coluna fugia dos soldados das FAA.
Com o fim do conflito desmobilizou-se como coronel, e desempenhou funções de Secretária provincial da UNITA no Huambo. Personalidades na província alegam que fez uma reconhecida frente política ao então Governador Paulo Kassoma. Ela era vista como uma “Governadora Sombra”. Toda a entidade que visitasse o Huambo manifestava o interesse de ir ter e ouvir a sua análise sobre a vida da província. Diz-se que na altura não havia clima de intolerância política porque a sua mensagem fluía nas hostes das autoridades governamentais.
Mais tarde cessou funções no Huambo, por motivos de saúde, tendo sido transferida para Luanda, onde passou a ser assessora política do actual Presidente da UNITA, Isaías Samakuva. Presentemente está a terminar o curso de ciências políticas na Universidade Agostinho Neto.
Casamento com George Chicoty
Alda Sachiambo está em vias de se retirar da vida política, partindo pela sua renúncia das funções partidárias. A acção é atribuída a prioridades que a mesma tenciona prestar na sua vida particular com realce para a sua saúde.
A decisão dela é paralela a planos conjugais, que a levarão a contrair matrimónio com George Chicoty, o Ministro das Relações Exteriores de Angola. Tornaram-se noivos há cerca de dois meses.
Sachiambo conheceu Chicoty quando eram ainda miúdos no Huambo. Na altura chegaram a ter uma relação em que pareciam namorados de infância. Mais tarde viriam a ter destinos diferentes, dentro da UNITA, e Sachiambo acabaria por se casar com o antigo chefe de estado maior das FALA, Valdemar Pires Chindondo, e mais tarde tornar-se esposa de Jonas Malheiro Savimbi.
É reconhecida pelo seu intelecto e determinação. Antes de assumir a chefia da bancada parlamentar do “Galo Negro”, foi Secretária provincial do seu partido no Huambo, ainda com Paulo Kassoma como governador. Notabilizou-se por ter dado outros ares à oposição na província. A dada altura, quando as populações tivessem algum problema, era a ela a quem iam reclamar. Sempre que uma entidade estrangeira ou eclesiástica se deslocasse à província, faziam questão de ter um encontro de cortesia com a mesma, ao ponto de rivalizar a concorrência com o então governador provincial.
A sua retirada da vida política enfraquece o maior partido da oposição, visto que ela era em círculos internos tida como uma das potenciais candidatas para a linha de sucessão de Isaías Samakuva.
Fonte: Club-k.net, 18 Abril 2011


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