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21 de abr. de 2011

Militares Angolanos com passaportes guineenses

Segundo fontes seguras na Côte d'Ivoire, cerca de oitenta e cinco militares angolanos que estavam escondidos na embaixada angolana na Côte d'Ivoire estariam a usar passaportes diplomáticos da Guiné Bissau para sairem do país. O governo guineense não confirma a notícia, contudo afirmou que já estão no terreno para averiguar a situação.

Aeroporto Internacional de Abidjan













Contactados pelos órgãos de comunicações locais, os responsáveis da embaixada da Guiné Bissau em Abidjan não aceitaram comentar tais informações.

Para já o governo guineense diz que só sabe o que vem na imprensa internacional, nomeadamente nos jornais marfinenses e na Internet. Algumas figuras próximas do ex-presidente da Côte d'Ivoire Laurent Gbagbo, também estariam a utilizar passaportes diplomáticos da Guiné-Bissau fornecidos pela embaixada angolana na Côte d'Ivoire.
A notícia foi avançada pelo jornal marfinense "Le Patriote", citando fontes próximas ao actual governo do presidente Alassane Outaara. Segundo aquele jornal seriam 85 militares angolanos e figuras ligadas a Laurent Gbagbo as pessoas detentoras de passaportes da Guiné-Bissau, e que agora estariam a usar esses documentos para saírem da Côte d'Ivoire em direcção de outros países. Por outro lado as negociações continuam entre Angola e as autoridades Francesas e da Côte d'Ivoire para a libertação dos militares angolanos detidos no momento do assalto à residência presidencial na semana passada.
imagens de militares angolanos presos na Costa do Marfim












Fernando Gomes Dias, Secretario de Estado das Comunidades guineenses, explicou que os emigrantes guineenses que se encontram na Líbia estão a ser repatriados pela Organização Internacional das Migrações, via Tunísia.
O governante afirmou que o problema tem sido o facto desses emigrantes estarem sem qualquer identificação, situação que tem dificultado o seu transporte para o país.
Fernando Dias disse ainda que existem guineenses na Costa do Marfim e no Burkina Faso, todos eles estudantes, mas eles ainda não pediram para serem repatriados, e que o seu governo não tem nenhum conhecimento sobre esses guineenses que estariam à utilizar passaportes diplomáticos. 


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