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20 de abr. de 2011

O chefe do comando invisível de Abidjan fala das suas ambições.

O "general IB"  Ibrahim Coulibaly
A partir do seu QG em Abobo, o ex-sargento Ibrahim Coulibaly afirma ser o autor da acção do "Commando invisível ", que desestabilizou o poder de Laurent Gbagbo. diz  que quer agora desempenhar um "papel igual" ao seu contributo para a vitória contra Laurent Gbagbo.

Alassane Ouattara sabe que à ele deve-se uma grande parte de sua vitória. Ao assediar as Forças de Defesa e Segurança (FDS), do presidente cessante, com centenas de homens da vizinhança de Abobo e Anyama, sob o nome "Comando invisível", o ex-sargento Ibrahim Coulibaly tinha minado o moraldo homens de Gbagbo.

Suspeitado pelo campo de Ouattara, de ter ambições pelo poder supremo e considerado como um rival por Guillaume Soro, o "General IB,  de 47 anos, não tinha participado do assalto final contra a residência presidencial. Mas exige nada mais do que lhe é devido, reafirmando sua fidelidade ao novo presidente. 














Ouattara é "um pai para mim"

"O comando invisível... eles são os filhos do país, não podemos excluí-los", diz ele. Não outra escolha senão "ser grato relativamente à esses combatentes", sugere ele sem pedir nada em público. "O futuro do comando invisível depende do chefe supremo do exército". Ele diz estar em "contacto telefónico" com Ouattara, de quem foi o guarda-costas. "É um pai para mim", diz ele.

O regresso de "IB"em plena luz do dia, depois de anos de exílio no  Benim e no Gana,  deixa fortemente hostilizado os líderes das FRCI, já muito divididos entre eles. Especialmente porque o ex-sargento, que diz ser "pai de rebelião de 2002, não é manso com eles quando diz...  o comando invisível que desestabilizou as forças de Gbagbo na Costa do Marfim. Para que haja o assalto final, deve haver um começo. E isso aconteceu em Abobo, diz ele e nega aos FRCI o prestígio da vitória. "Os jogadores reais no assalto final são os  Franceses da Licorne",  insiste ele.

"Não há nenhum problema entre eu e Guillaume Soro"

O seu QG fica localizado nas beiras de Abobo e Anyama, depois de uma estrada de terra esburacada, que é alcançada depois de atravessar muitas barreiras de homens armados. Alguns dos seus soldados com boinas vermelhas impecáveis,  agora afirma ter "pelo menos 5.000 homens." Um número que parece ser em grande parte aumentado aos olhos de muitos observadores.

"Tivemos que pegar em armas"para "proteger a população"contra o "ditador" Gbagbo. Ele quer fazer parte da "reconciliação" proclamada por Ouattara na Costa do Marfim. E defender a "unidade, paz, amor." "Devemos perdoar", diz ele.

Provavelmente que ele pensa também Guillaume Soro, que conquistou a liderança da rebelião, depois do golpe de estado falhado de 2002, depois de brigas internas.  Hoje diz que "Não há nenhum problema entre eu e Soro". Mas os seus amigos não escondem que as suas relações com Soro ainda não são muito cordiais.

Fonte: Jeune Afrique

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