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13 de abr. de 2011

Breves Noticias de África...

Governo da Guiné-Bissau estranha relatório americano sobre morte de "Nino

Exéquias de João Bernardo Vieira, presidente assassinado da Guiné-Bissau a 10 de Março de 2009.
Exéquias de João Bernardo Vieira, presidente assassinado da Guiné-Bissau a 10 de Março de 2009.
(Fotografia : Reuters)


O governo guineense, em comunicado publicado nesta segunda-feira, alega estranhar o relatório norte-americano acusando o líder dos militares António Indjai de ter comandado a operação de assassínio do presidente "Nino" Vieira.
As autoridades guineenses reagiam, desta feita, ao relatório do Departamento de Estado norte-americano publicado na sexta-feira passada atribuindo a morte do antigo presidente João Bernardo Vieira (conhecido como "Nino" Vieira) em Março de 2009 a soldados sob comando de António Indjai, actual líder dos militares.
Um documento que, porém, não especificava as provas de tal acusação.
Facto lamentado pelo governo de Bissau que alega até prova em contrário manter a sua solidariedade às chefias militares do país.
Mussá Baldé, correspondente na capital guineense, dá-nos conta das linhas gerais do documento.

Roberto Cacheu, deputado do PAIGC, no poder, e porta-voz dos familiares das vítimas dos assassínios de 2009 na Guiné-Bissau, demonstra-se céptico quanto às acusações pesando contra Indjai mas apela a que os Estados Unidos venham a público com o fundamento da respectiva acusação.


Luís Vaz Martins, presidente da Liga guineense dos direitos humanos, em entrevista pediu também para que o governo norte-americano apresente as provas susceptíveis de envolver António Indjai no assassínio de "Nino" Vieira, ocorrido escassas horas após um atentado que vitimou mortalmente Tagmé Na Waie, ex-chefe de Estado maior das forças armadas.



Djibuti em eleições presidenciais sem suspense 

                                                                                                                                                    
 Ismaël Omar Guelleh, presidente do Djibuti desde 1999 candidato a um terceiro mandato.
Ismaël Omar Guelleh, presidente do Djibuti desde 1999 candidato a um terceiro mandato.       

No ano passado o chefe de Estado cessante, no poder desde 1999, fizera alterar a constituição para alterar o limite de dois mandatos até então previstos na lei fundamental do país, ele alega agora que este terceiro mandato será também o último.

O escrutínio desta sexta-feira proporcinou um duelo com Mohamed Warsama Ragueh, antigo presidente do Tribunal constitucional que deverá, porém, deixar tudo como está em termos da liderança.
Ao todo eram 152 000 os eleitores que deviam votar nesta antiga colónia francesa com uma posição estratégica única na entrada do Mar Vermelho, que acolhe bases militares da França e dos Estados Unidos.
O escrutínio teria decorrido de forma ordeira, sem incidentes e com uma boa taxa de participação, de acordo com o presidente da comissão de eleições, Assoweh Idriss.

A 18 de Fevereiro passado pelo menos duas pessoas teriam morrido em protestos em prol de reformas democráticas num regime tido como autocrático.
Manuel João Ramos, especialista do Corno de África no Instituto de estudos africanos de Lisboa, alega que este escrutínio não vai alterar substancialmente o xadrez político do Djibuti.                                                                          



Grupo de Contacto sobre a Líbia aprova ajuda financeira à rebelião                                                                                              



A primeira reunião do Grupo de Contacto sobre a Líbia que teve lugar em Doha sob a presidência conjunta da Grã-Bretanha e do Qatar e na presença do secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, chegou a acordo no que diz respeito a uma ajuda financeira à rebelião anti-Kadhafi.


 No comunicado final, o Grupo de Contacto reafirmou a sua união nas decisões, voltou a dizer que o regime de Mouammar Kadhafi perdeu a sua legitimidade e, por isso, deve sair do poder e permitir ao povo líbio a escolha do seu futuro. Os aliados ocidentais dizem que vão continuar a adotar medidas contra as tropas de Kadhafi, apelaram a um cessar-fogo imediato e ao fim da violência Vão, ainda, continuar a suportar a oposição líbia e entenda-se todas as formas de suporte material e decidiram aplicar um mecanismo financeiro temporário, que permita ao Conselho Nacional de Transição gerir a ajuda humanitária
Destaque por fim para um outro ponto: o Grupo de Contacto sobre a Líbia considera que uma solução política é a única via capaz de assegurar a paz duradoura no país.
A reunião aconteceu, quatro semanas depois do início de uma intervenção militar internacional sob mandato da ONU e tenta encontrar uma solução política para a crise que se vive no país.
O momento fica marcado por divergências: primeiro o impasse nos combates entre as forças da rebelião e os pró-Kadhafi, depois Londres e Paris a defenderem uma ação mais dura da Aliança, os rebeldes a pedirem à NATO que intensifique os ataques e, por fim, Washington a apelar a uma solução politica
À entrada para a reunião, o Secretario Geral da ONU, Ban Ki-Moon, pediu união à comunidade internacional na estratégia a ser adotada e lembrou que cerca de 3, 6 milhões de pessoas necessitam de ajuda humanitária na Líbia.

                                                                                                               
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      

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