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15 de abr. de 2011

Angola ainda não reagiu à queda de Gbagbo



O presidente cessante da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo, foi detido na tarde de segunda-feira em Abidjan, mas até ao momento o Estado angolano não reagiu ao sucedido.

Luanda que apesar de apoiar a posição da União Africana neste assunto, até à data não reconheceu Alassane Ouattara como o presidente eleito.
Até ao momento, Angola ainda não emitiu qualquer declaração sobre a queda de Laurent Gbagbo, o presidente cessante da Costa do Marfim. Gbagbo, o presidente vencido nas eleições de 28 de Novembro, foi detido juntamente com a sua mulher, Simone Gbagbo, em Cocody, em Abidjan, na segunda-feira passada.
Em Luanda as primeiras reações veem essencialmente da oposição e da sociedade civil.



O MPLA, que é o partido que sustenta o Governo ainda não se pronunciou.
Recorde-se que na semana passada, a agência de notícias AFP avançou que Luanda considerava Laurent Gbagbo como "presidente eleito" da Costa do Marfim. Uma informação que acabou por ser desmentida por José Maria Fernandes, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Angola. 
Na altura, José Maria Fernandes disse que Luanda defendia a posição da União Africana para a Costa do Marfim, logo a criação de um governo de união nacional pela via do diálogo.



A MINHA OPINIÃO: 

O que é certo é que apesar de Angola apoiar a posição da União Africana neste assunto, até à data não reconheceu Alassane Ouattara como o presidente eleito, muito estranho? Não porque na verdade Angola sempre apoiou Laurent Gbagbo e chegou mesmo até a enviar ajuda militar e financeira ao regime de Gbagbo,quando o mundo inteiro tentava convencer-lo a deixar o poder depois de ter perdido as eleições.
Entre os mercenários que combatiam por Laurent Gbagbo em Abidjan nos últimos dias havia muitos militares angolanos que foram presos, outros foram mortos e alguns encontram-se na embaixada de Angola na Costa do Marfim.
Angola cometeu um erro político grave ao apoiar Gbagbo, O comportamento arrogante da diplomacia angolana em África nos últimos anos(apoio e fornecimento de armas de guerra a Mugabe) é do meu ponto de vista mais uma prova que o Estado angolano escolheu o seu lado nesta luta entre a democracia e as ditaduras em África. 


Dr Cláudio Pinnock

2 comentários:

  1. Apoiar um ditador que mata o seu povo desarmado é considerado como cumplicidade de crimes contra a humanidade.

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  2. não basta matarem em Angola, agora vão tbém matar povos alheios? Bandidos

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