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20 de jun. de 2011

Os Rostos da Corrupção "O misterioso Dr. Lazarino Poulson e os seus mistérios"


Lazarino Poulson

Data de nascimento: 8 de Fevereiro de 1973
Naturalidade: Sambizanga, Luanda, Angola

Lazarino dos Márteres André Poulson
É também conhecido por Ino ou Mbuta. Lazarino dos Márteres André Poulson nasceu na casa da sua avó, nas proximidades da Lixeira, no bairro do Sambizanga, a 8 de Fevereiro de 1973. Mas do Sambila guarda poucas referências.
Aos dois anos e em vésperas da proclamação da independência de Angola, o pai, na qualidade de funcionário do palácio do governador de Angola, teve direito a uma habitação do Estado.
Até hoje, a casa numero 67, da Rua governador Silva Carvalho do bairro Saneamento pertence à família de Lazarino Poulson. É filho de um grande electricista, Teodoro Poulson Neto e de Constância André Neves.
A paixão pela escrita em Lazarino Poulson despertou aos 14 anos. Lia muitos livros e era um bom aluno. Em 1992, fruto do seu excelente aproveitamento escolar foi chamado pela Delegação Provincial da Educação de Luanda, para leccionar no ensino primário.
Aos 19 anos, Lazarino Poulson deu aulas na escola Heróis de Camgamba, localizada nas imediações do Motel Sunset, no município da Samba. Queria dar sequência dos estudos, no ensino superior mas as dificuldades económicas e sociais foram um entrave.
Em 1993, depois do teste de admissão consegue entrar para a Faculdade de Direito da Universidade Agostinho Neto. Logo, no primeiro ano, foi distinguido como um dos melhores estudantes daquela instituição de ensino. Foi-lhe atribuído um prémio monetário em dinheiro.
Com esse dinheiro conseguiu comprar os livros do curso de Direito. No final de cada ano arrecadava prémios. Foi graças às suas excelentes qualidades académicas que Lazarino Poulson, foi convidado para assistente estagiário.
Passou a professor auxiliar na disciplina de Direito Administrativo 1 e 2. Dois anos depois foi dinamizar o núcleo da Faculdade Lusíada de Angola no Lobito, em 2005.


Colunista e escritor

A sua paixão pela escrita despertou aos 15 anos. Lia muitos livros e transformou-se num dos leitores assíduos da biblioteca do Governo Provincial de Luanda.
Lazarino Poulson escreveu “Pensar Direito I” e “Pensar Direito II”.
A iniciativa começou em 2005, no Lobito. Nas horas vagas, analisava o contexto jurídico angolano e escrevia as suas ideias.
Estes escritos eram públicos num jornal privado cuja coluna tinha o nome de “Pensar Direito”.
Aos 38 anos, Lazarino Poulson destaca-se pela sua exuberância intelectual. É vencedor dos prémios “Democracia e Direito” em 1997, “Chevron” em 1998/1999 e o de melhor trabalho com a peça “Crítica ao Ante-Projecto de Lei de Terras” em 2002/2003.


O exame e a morte do filho

Em 2003, Lazarino Poulson estava a frequentar o quinto e último ano da Faculdade de Direito. Horas antes da realização do exame que lhe dava o título de licenciado em Direito, foi informado que o seu primeiro filho se tinha queimado em casa. Transportado ao hospital dos queimados não resistiu e morreu. “Minutos antes de entrar para a sala onde ia fazer o exame disseram-me que ele tinham morrido.
Mesmo assim, não desisti e fiz a prova. Obtive a nota de 17 valores. Nunca irei esquecer”.


Poulson Responde


Jogou futebol na infância?
Claro que sim. Joguei caçulinha da bola no grupo Epigel. Sou praticante de xadrez e actualmente respondo por uma área da Federação Angolana de Xadrez. Fui jogador federado desde o Persistentes, Lojas Francas, Benfica de Luanda e a ERT. Mas sempre tive amor pelos livros. Quando terminei o ensino médio fiquei um ano sem estudar e fiz da biblioteca do Governo Provincial de Luanda a minha sala de leitura e passatempo.


Tem muitos amigos?
Na infância tive muitos amigos. Ainda me recordo de muitos deles. Há uma pessoa que hoje é uma figura publica e que na nossa infância já era líder. Trata-se do professor Zeca Amaral. É um indivíduo que nasceu a treinar e a dar ordens aos outros fora e dentro do campo. Não jogava nada.


É introvertido?
Até aos meus 14 anos fui uma pessoa muito extrovertida. Mas depois dos 14 anos, o meu carácter mudou. Fechei-me muito. Foi nesse período em que me voltei mais para os estudos e para a leitura. Sou uma pessoa que sempre me destaquei naquilo que faço. Lembro-me que na infância havia um jogo chamado stop, onde o essencial era decorar os nomes de países e capitais. Os mais velhos do bairro chamavam-me para testar a minha capacidade de memória.


É o primeiro filho dos seus pais?
Não. Sou o quarto filho entre 17 irmãos.


É casado?
Sou casado há três anos e pai de três filhas. A minha mulher é Maura Vanneza Gomes Ferreira que também é jurista. Mas as minhas duas primeiras filhas são de um relacionamento antes do casamento.


Restam-lhe tempos livres?
Restam. Dá para me divertir com os amigos e familiares. Gosto de fazer praia, viajar e de velocidade.


Velocidade?
Sim. Gosto de carros de alta cilindrada. Velocidade é comigo. Adoro carros velozes. Gosto de meter o pé no acelerador.


Teve uma vida de luxo?
Enganam-se as pessoas que assim pensam. Já lhe disse que fiquei sem estudar durante um ano. Depois o meu pai foi suspenso no serviço, o que afectou gravemente a nossa vida em casa. Durante o ensino superior não tinha quem me pudesse ajudar em termos de livros e transporte. Andei a pé e financiei os meus manuais com os prémios que fui ganhando ao longo dos anos.
in Jornal de Angola, 14 de Fevereiro de 2011
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Lazarino Poulson // Em alta cilindrada
Jurista e Docente Universitário

A sua chegada à nossa redacção foi motivo de comentários. Ao volante de um luxuoso Rolls-Royce, de cor branca, o conhecido jurista e docente universitário, autor de várias publicações, apresenta-se também como um “apaixonado” por veículos topo de gama.
Quando se trata de carros desportivos e luxuosos, Lazarino Poulson é um nome a ter em conta. Introvertido e sereno na forma de ser, o seu gosto refinado por automóveis destaca-o entre os coleccionadores dessa classe em Luanda.
Lamborghini Gallardo V10, Ferrari F430, Bentley, Aston Martin, Porsche Panamera, Porsche Carrera, Porsche Cayenne e Rolls-Royce são alguns dos modelos que a VIDA encontrou na sua garagem quando o foi visitar. Conheça o outro lado do jurista e saiba das suas motivações para a escrita.


Considera-se vaidoso?
A título de automóveis, sim. É uma paixão de infância e agora tenho-os como colecção. Compro os meus carros de forma selectiva. Sou um investigador também na área dos automóveis. Leio, procuro actualizar-me sobre as novidades, performance e qualidade dos últimos lançamentos. Não os compro apenas por serem bonitos, mas pelo conforto, acabamentos aerodinâmica e potência do motor. Prefiro carros europeus e de preferência de cor preta.


Além de carros…
Tenho um iate, algumas casas em Luanda e no Mussulo, local onde residi durante um ano e onde passo parte do meu tempo.


Os preços não o preocupam?
Felizmente gozo de alguma condição financeira favorável. Tenho os meus carros como factor de colecção. E ao contrário de muitos outros que se intitulam “coleccionadores de carros topo de gama”, não vendo uns para comprar outros. A cada aniversário eu ofereço-me uma prenda especial, de preferência um carro desportivo, e aos quarenta anos de idade (actualmente com 38 anos) quero presentear-me com um Bugatti Veyron.
O modelo mais caro desta linha custa cerca de sete milhões de dólares.


Não receia que isso seja visto como ostentação?
Certa vez ouvi o seguinte comentário: “num país onde tem muita miséria e pessoas a passarem dificuldades, ainda há quem goza de um Ferrari”. Tenho ouvido muito outros comentários. Mas, felizmente, eu consigo justificar a origem dos meus bens. Não devo nada a ninguém, por isso não tenho qualquer problema em mostrar as coisas que tenho. Também faço parte de um programa social que tem apoiado muitas instituições carentes ao nível de Luanda. Temos em agenda, para breve, uma visita à leprosaria da Funda.


Qual foi o seu primeiro carro?
Comecei por um BMW série 3, de 2003. Esse carro foi o que mais me custou comprar, eu acabava de terminar a minha licenciatura em Direito na UAN. Na altura sim, acho que fiz uma extravagância.


Os seus carros são considerdos “topo de gama”. Como tem feito a manutenção dos mesmos?
Existe uma vantagem para quem tem muitos carros. Por exemplo, alguns carros que tenho já há 5 anos, ainda nem chegaram aos cinco mil quilómetros. Tenho carros do dia-a-dia, como é o caso do BMW X6 e o Porsche Cayenne. Em relação aos “topo de gama”, se houver alguma necessidade posso sempre mandar vir um técnico do exterior. Mas, felizmente, na nossa área de negócios automóveis estamos a abrir uma fábrica para montagem de carros de alta cilindrada, “topo de gama”.


Concorda que “a aparência influencia a opinião das pessoas sobre nós”?
Plenamente. Milan Kundera, no seu livro A Insustentável Leveza do Ser diz que: “mesmo vestindo uma roupa, já estamos a impressionar uma pessoa”. O ser humano é um ser que vive de impressões e aquilo que apresentamos no exterior é fundamental.


Além de jurista, também é empresário?
Não, não sou empresário, eu sou um investidor em várias áreas. Estou ligado à imobiliária, automóveis e no ramo do comércio geral. Não me considero um empresário porque são outras pessoas quem fazem a gestão dos meus investimentos. Tenho participações, sou um empreendedor, abro negócios mas a gestão fica a cargo de profissionais na área.


As áreas em que aplicou os seus dividendos foram alternativas ou uma opção?
Os negócios foram surgindo, e, atendendo aos sinais do tempo, fui olhando para as oportunidades. Exceptuando as drogas e material bélico, nós investimos em todo o tipo de negócio que for lucrativo. Temos ramificações em algumas províncias e no exterior do país também.


Existem muitos empreendedores na sua condição que se consideram empresários?
Aproveito essa questão para deixar aqui um alerta: Há muitas pessoas que se definem como empresários mas na verdade não o são, e outros que pretendem ser e acabam por arruinar as suas iniciativas. É preciso separar as coisas, há pessoas que têm habilidades para criar, empreender e montar negócios, mas não têm o outro lado — a capacidade de gestão — e isso deve ser transferido para quem sabe. Limito-me a fazer investimentos e deixo a gestão para quem sabe.


Há quanto tempo está na área dos negócios?
Sensivelmente há seis anos. Tudo aconteceu numa altura em que percebi que queria ser independente. Nunca gostei de trabalhar para outrem, sempre quis ter o meu próprio negócio para dispor de algum tempo. Para dispor de alguma liberdade, poder gozar a vida, defender os meus ideais e pontos de vista. Felizmente tenho conseguido.


Tem conseguido conciliar o empreendedorismo com a ciência?
Tenho. Por isso é que eu não faço a gestão das minhas empresas, para ter alguma liberdade. Se fosse empresário gestor dessas empresas, logicamente que não lançaria os livros que publiquei.


Teve um “pior momento” como profissional?
Tive. Foi quando perdi o meu primeiro 1 milhão de dólares. Na altura, fui contactado por um grupo de empresários que queriam que eu intermediasse uma negociação, e por isso ganharia exactos 1 milhão de dólares. Perdi este valor simplesmente porque não estava inscrito na ordem dos advogados. Aprendi a lição.


Considera-se um escritor?
O escritor é um artista. Não me considero um escritor, porque enquanto o escritor cria, eu reproduzo ciência. Estou ligado às ciências e não à criatividade. Essa é uma questão que deve ser bem diferenciada. Tenho sido muitas vezes identificado como escritor mas sou apenas um pesquisador. E tendo em conta o nosso contexto, as pesquisas não são fáceis de serem feitas mas, felizmente, disponho de algumas condições que me permitem superar essas dificuldades comuns entre os docentes.


Refere-se a questão financeira?
Certo. Eu disponho de tempo e de alguma condição socioeconómica que me permite ter algum “à vontade” no exercício da escrita, dando um modesto contributo para o engrandecimento da ciência em Angola. A bibliografia de autores angolanos, ainda é muito escassa. Compreendemos que não se faz um país sem ciência. Basta olharmos para os países mais desenvolvidos e os emergentes. Esses países investiram na formação. Um dos propósitos da Casa Das Ideias, editora da qual faço parte, é o de despertar os docentes universitários a escreverem, já que tem sido algo muito raro.


Acha que esse défice se deve a falta de incentivo e/ou oportunidades?
São vários os factores. Um deles é o socioeconómico, a falta de tempo. As pessoas estão preocupadas em ganhar a vida. Conhecemos o fenómeno turbodocência —professores que dão aulas em várias universidades —obviamente que não dispõem de tempo para escrever. Por outro lado havia a falta de incentivo por parte das editoras. Alguns docentes tinham livros escritos mas não sabiam como colocá-los ao mercado. Temos também a falta de cultura em experimentação: a nossa geração cresceu num ambiente em que a escrita e a leitura não eram exercícios comuns. São factores que fazem com que a bibliografia angolana seja escassa.


A Casa das Ideias tem algum projecto nesse sentido?
A partir do mês de Junho a editora vai lançar uma campanha para receber obras de docentes universitários, dos mais variados ramos —quer das ciências exactas, quer das ciências sociais —no sentido de incentivar e promover a ciência angolana. Com o seu surgimento, a Casa das Ideias inaugura uma fase de quatro anos muito mais produtiva do que os quase trinta anos anteriores, isso é desde a independência. E isso tudo deve-se às campanhas que a editora tem levado a cabo no sentido de despertar os docentes universitários a escreverem. Achamos que tanto o governo como as instituições privadas devem contribuir para que passemos ao que chamamos de: fase de conhecimento.


Quais as motivações para o lançamento das suas obras?
Elas são motivados pela minha condição de docente universitário. Os livros que escrevo são essencialmente para estudantes e juristas, isso é, pessoas ligadas ao ramo de Direito. Mas, actualmente, as pessoas que afluem aos lançamentos e às livrarias estão ligadas a várias profissões e cursos. As minhas inspirações vêm muito pela interacção que tenho com os estudantes e a necessidade que qualquer docente universitário 
tem de socializar o seu pensamento para, obviamente, criar a ciência e doutrina angolanas.


A docência
Advogado na vertente de consultoria jurídica, Lazarino Poulson é professor de Direito Contencioso Administrativo (5.º ano) e de Jurisdição Administrativa na Universidade Agostinho Neto (UAN) e no Instituto de Formação de Estudos Judiciário (INEJ).


Pesquisador nato
O primeiro livro foi lançado no dia 25 de Novembro de 2007, Pensar Direito I. Em Maio de 2008 saiu Pensar Direito II. Ainda em 2008, e em co-autoria com o professor e actualmente Ministro Carlos Feijó, foi lançado um manual para o curso de Direito, A Justiça Administrativa Angolana (Lições) que foi adoptado para o INEJ. Em 2009, a dupla lançou mais duas obras: em Janeiro, Autarquias Locais no Direito Angolano e em Dezembro, Pensar Direito III. O livro As Parcerias Pública-Privadas (na Arte de Governar) foi lançado no dia 23 de Abril de 2011. Docente há dezoito anos, Lazarino Poulson, é vencedor dos prémios “Democracia e Direito” em 1997, “Chevron” em 1998/1999 e o de Melhor Trabalho com a peça “Crítica ao Ante-Projecto de Lei de Terras” em 2003.

Lazarino Poulson

A verdadeira fonte do seu dinheiro? 

Segundo fontes nossas,  Lazarino Poulson é o homem de mão de Carlos Feijó... A fortuna assim como os bens são apenas fruto de gestão dos bens (ilícitos) de Carlos Feijó de quem é muito próximo e também parceiro nos negócios assim como de alguns outros dirigentes angolanos.
Um dos segredos mais bem guardados de Poulson. Isto explica a sua súbita ascensão social assim como a mania (estúpida) e arrivista (novo-rico) de esbanjar e exibir o dinheiro que não ganha honestamente.

2 comentários:

  1. Que lamentavel, mas em Angola não se chega lá por outros caminhos só roubalheira generalizada, é triste!

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  2. Que esupidez! Diz que viveu momentos de carencia economica, que custiou os livro com premio arrecadados na universidade, porem, termina em 2003, e em menos de 10 anos faz coleccao de carros de gama e incluvive de iate, vala me Deus. E ainda diz-se a ninguem deve, haja honestidade nisso!

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