Se a raiva contra o insuportável, é necessária, não vamos mudar a vida com raiva só, muito menos com as nossas lágrimas. "A verdadeira batalha está diante de nós". Todo aquele que está convencido disso ao ver a miséria em que a sociedade corrupta e autocrata de JES nos condena, deve recusar qualquer compromisso com o regime.
A recusa de se concentrar em outra coisa a não ser: forçar o regime a aceitar eleições livres e justas, longe dos interesses de alguns, e longe de questões de estratégia e tácticas partidárias para obter assentos no parlamento.
Isso levanta a questão das eleições, podemos ter confiança no Estado corrupto do MPLA/JES?
Se não, então temos de começar a verdadeira "batalha" aqui e agora, não vamos construir um mundo novo baseado em slogans partidários, mas sim com gestos fortes. Se não podermos contar convosco (partidos políticos da oposição), tomaremos iniciativas próprias em concerto com a sociedade civil e as ONG locais, mas saibam que o povo tem memória.
Todavia esta revolução é nossa, ela vem da rua, dos musseques, vem dos estudantes, vem da Internet e dos intelectuais, vem de pessoas que não participam desta falsa democracia instaurada pelo MPLA para branquear a sua imagem no exterior. Se os lideres da oposição continuarem a estar ausentes das manifestações então chegarmos talvez a duvidar da real vontade de mudança de parte deles.


triste..pura tristeza..
ResponderExcluir