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31 de mar. de 2011

Obama assinou ordem secreta para apoiar rebeldes na Líbia

O presidente dos EUA, Barack Obama, assinou uma ordem secreta autorizando apoio oculto aos rebeldes que tentam derrubar o ditador da Líbia, Muammar Kadhafi, segundo fontes governamentais ouvidas pela agência Reuters nesta quarta-feira (30). A TV ABC também divulgou a mesma informação.

Obama assinou o documento há duas ou três semanas, segundo quatro diferentes fontes próximas ao tema.

O documento autorizaria operações secretas feitas pela CIA, principal agência de inteligência do país.


 


A CIA e a Casa Branca não comentaram a informação.

Os EUA, outros membros da Otan e países árabes integram uma coalizão que está conduzindo ataques aéreos contra as forças de segurança do governo líbio, cumprindo um mandado da Organização das Nações Unidas (ONU) para proteger os civis que se opõem a Kadhafi.

Oficialmente, Obama e a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, afirmam que a possibilidade de armar os rebeldes líbios não está descartada, mas que nada foi feito nesse sentido até agora.

"Não estou, não estou descartando", disse Obama na véspera após ser questionado em entrevista na rede NBC.

Agentes mandados à Líbia
Segundo o "New York Times", agentes da CIA foram enviados para a Líbia "em pequenos grupos" com a missão de estabelecer ligações com os rebeldes e determinar os alvos das operações militares.

A mesma fonte indicou que "dezenas de membros das forças especiais britânicas e agentes do serviço de espionagem MI6 atuam na Líbia", principalmente, para reunir informações sobre as posições das forças lealistas.

Avanços de Kadhafi
Enquanto isso, no campo de batalha, forças leais a Kadhafi ganham terreno sobre os rebeldes, apesar dos bombardeios aliados às tropas do governo líbio, agora sob comando da Otan.

Os altos funcionários dos EUA que monitoram a situação da Líbia dizem que no momento nem Kadhafi nem os rebeldes, que pediram armas às potências ocidentais, parecem capazes de obter avanços decisivos.

Embora os ataques aéreos dos EUA e aliados tenham causado graves danos às forças militares de Kadhafi e afetado sua cadeia de comando, segundo autoridades, os rebeldes permanecem desorganizados e sem condições de tirar proveito do apoio militar ocidental.

Pessoas a par dos procedimentos do setor de inteligência dos EUA dizem que as decisões presidenciais relativas a ações encobertas costumam ser costuradas de modo a dar margem a uma autorização ampla para um grande espectro de ações do governo em apoio a um objetivo secreto particular.

Para que operações específicas sejam realizadas sob o amparo dessa autorização abrangente -- por exemplo, a entrega de dinheiro ou armas às forças anti-Kadhafi -- a Casa Branca também teria de dar uma "permissão" adicional para o prosseguimento dessas atividades.

Em 2009, Obama deu um aval semelhante à expansão das ações secretas de contraterrorismo realizadas pela CIA no Iêmen. A Casa Branca não costuma confirmar se tais ordens foram dadas.

O chanceler do governo Kadhafi, Mussa Kussa, teria deixado o governo por não concordar com os ataques a civis, indo buscar abrigo no Reino Unido, segundo o governo britânico. As informações são do G1.




Obama envia membros da CIA à Líbia e autoriza ajuda aos rebeldes, diz TV americana

Casa Branca não reagiu às informações

Agentes da CIA foram deslocados para a Líbia para entrar em contato com os rebeldes e direcionar os ataques da coalizão, afirmou nesta quarta-feira o New York Times, enquanto a rede ABC indicou que o presidente Barack Obama tinha autorizado a agência a ajudar secretamente os rebeldes. Sem reagir diretamente a essas informações, a Casa Branca reiterou que ainda não tinha decidido a respeito do fornecimento de armas à oposição que combate as forças do coronel Muamar Kadafi.

Segundo o New York Times, elementos da central americana de inteligência foram enviados para a Líbia em pequenos grupos com a missão de estabelecer ligações com os rebeldes e determinar os alvos das operações militares. A mesma fonte indicou que dezenas de membros das forças especiais britânicas e agentes do serviço de espionagem MI6 atuam na Líbia, principalmente, para reunir informações sobre as posições das forças lealistas. 

A ABC revelou que Obama havia assinado um memorando secreto autorizando operações clandestinas com o objetivo de contribuir para o esforço na Líbia. Esse memorando, segundo a mesma fonte, enumera formas de ajudar a oposição líbia, autoriza a ajuda a partir de agora e estabelece atividades a serem mantidas no futuro.

A rede de tv ressaltou, no entanto, que essa autorização não permite armar os rebeldes imediatamente, mas trabalha com a possibilidade de assumir essa posição no futuro. Em reação nesta quarta-feira a essas revelações, o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, recusou-se a se manifestar sobre questões de inteligência.  

 



Obama não quer repetir erros do Iraque na Líbia

Washington - Os Estados Unidos não podem repetir os mesmos erros da guerra do Iraque tentando derrubar o líder líbio, Muammar Kadafi, mas precisam agir quando seus "valores são ameaçados", afirmou nesta segunda-feira, 28, o presidente americano, Barack Obama.

"Se tentarmos derrubar Kadafi pela força, nossa coalizão vai se estilhaçar. Nós teríamos de mobilizar tropas terrestres americanas, ou arriscar matar muitos civis pelo ar", disse o presidente em discurso à nação.

"Os perigos que nossos homens e mulheres em uniformes teriam de enfrentar seriam muito maiores. Assim como os custos, e nossa fatia de responsabilidade sobre o que viria depois."

"Nós tomamos esse caminho no Iraque (...) mas a mudança de regime lá levou oito anos, milhares de vidas de americanos e iraquianos, e aproximadamente 1 trilhão de dólares. Isso não é algo que podemos nos dar ao luxo de repetir na Líbia."

Mas os Estados Unidos devem agir quando "seus interesses e valores" são ameaçados, destacou Obama para justificar a intervenção militar na Líbia.

"Conscientes dos riscos e custos de uma ação militar, somos naturalmente reticentes ao uso da força para resolver os problemas mundiais, mas quando nossos interesses e nossos valores são ameaçados, temos a responsabilidade de agir".

"É isto o que ocorre na Líbia", disse Obama na Casa  Branca, assinalando que "há gerações os Estados Unidos têm um papel único na segurança mundial e na defesa da liberdade".

O presidente advertiu ainda que uma transição democrática na Líbia será uma "tarefa difícil", e que a responsabilidade deste desafio caberá principalmente ao "povo líbio".

"A transição que leve a um governo legítimo e que responda às expectativas do povo líbio será uma tarefa difícil. Os Estados Unidos assumirão sua parte da responsabilidade, mas é um trabalho que caberá principalmente à comunidade internacional e sobretudo ao povo líbio".

"Mesmo após a partida de Kadafi, quarenta anos de tirania deixaram a Líbia fraturada e sem instituições civis fortes".

No mesmo discurso, Obama confirmou que a Otan assumirá o comando de todas as operações da coalizão internacional na Líbia e que os militares americanos poderão reduzir sua participação no conflito.

"Neste esforço, os Estados Unidos desempenharão um papel de apoio em inteligência, assistência logística, busca e resgate, e no bloqueio das comunicações do regime" do coronel Kadafi.

"Nesta transição para uma coalizão da Otan mais ampla serão reduzidos significativamente - para nossos militares e os contribuintes americanos - os riscos e os custos desta operação", destacou Obama.

"Esta transferência de Estados Unidos à Otan ocorrereu na quarta, 30".


Agentes secretos da CIA, o serviço de inteligência dos EUA, têm atuado na Líbia para reunir dados que possibilitaram ataques aéreos contra as forças do ditador Muamar Kadafi, informou nesta quarta-feira, 30, o jornal The New York Times. Os espiões também se encontraram com líderes rebeldes. De acordo com a agência Reuters, a ordem foi dada pelo presidente Barack Obama há ao menos 15 dias.

Membros do governo ouvidos pelo NYT disseram que os agentes não estão trabalhando de maneira próxima com os rebeldes que tentam derrubar Kadafi, mas tentam descobrir se o governo americano pode confiar neles e a quem são leais.

O trabalho da CIA consistiria também em identificar os depósitos de armamentos do ditador e a posição de tropas leais a ele em cidades líbias. Ainda segundo o jornal, os agentes contam com o auxílio do MI6, o serviço secreto britânico. Esse trabalho de inteligência, acrescenta o NYT, ajudaria a pressionar a deserção de membros do governo e do Exército líbio.

Publicamente, Obama se comprometeu a não enviar tropas terrestres à Líbia e garantiu que a meta da intervenção não é derrubar Kadafi militarmente. Em entrevista à rede NBC na noite de terça-feira, o presidente disse que Kadafi "não tem o controle da maior parte da Líbia neste momento", acrescentando que os EUA não descartam a possibilidade de prover equipamento militar aos rebeldes. 

Obama assinou a ordem, conhecida como "decisão presidencial", nas últimas duas ou três semanas, segundo quatro fontes do governo familiarizadas com o assunto. Tais decisões são a principal forma de diretriz presidencial usada para autorizar operações secretas CIA. A agência e a Casa Branca se recusaram a comentar de imediato.

Os EUA participam da coalizão internacional que iniciou no dia 19 e março uma incursão militar sobre a Líbia autorizada pela Organização das Nações Unidas (ONU). A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, participou de um encontro com líderes mundiais em Londres na terça, onde, segundo fontes, teria sido discutida a possibilidade de se armas os rebeldes que tentam derrubar Kadafi. 
(Reuters)

Um comentário:

  1. Hahaha, Eles enviaram agentes, gastaram bilhões e Kaddhafi ainda está lá. Eu estou querendo saber quantos funcionários norte-americanos poderiam mostrar a Líbia no mapa.

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