Esta rubrica é destinada à pessoas com conhecimentos geo-estratégicos e foi alvo de pesquisas profundas antes de ser publicada neste blog. As informações, assim como as fontes são fiáveis e podem ser verificadas. (pink'sblog)
O governo francês apresentou no dia 26 Outubro no Parlamento, o seu relatório anual relativo as exportações de armas para.
Paris garante que as suas exportações de armas exigem o respeito dos "direitos humanos" da parte dos compradores. Certamente é mais mentira de Estado, para terem boa consciência, pois aqueles que compram essas armas o fazem em detrimento de programas de desenvolvimentos dos seus povos.
Desde o início das revoluções árabes, todas as exportações foram congeladas", diz, no entanto o general Philippe Pontis, porta-voz do Ministério da Defesa.
Quem são os compradores?
- O Marrocos é o maior comprador de armas francesas no continente, com permissões para contratos no valor de 354.000.000 de €uros. Tanques de combate, aviões caça "Rafalle" e acordos de manutenção.
- África do Sul (50 milhões de €uros de contratos de armamento pesado e aviação militar.
- Angola com um contrato de 25 milhões de €uros, adquiriu material de telecomunicação militar assim como alguns tanques, blindados e outros equipamentos para a manutenção dos mesmos.
- A Mauritânia com 18 milhões de €uros é também um dos principais clientes na região sub-sariana.
- Em quinto lugar estão países da África Central como o Congo - Brazzaville, o Gabão, o Mali e o Níger), mas o governo francês recusa-se a especificar a natureza e quantidade dos contratos passados com esses países.
Queremos aqui recordar que foi com as armas francesas que os dois beligerantes combateram na Líbia. Muammar Kadhafi tinha assinado um contrato em 2008 com o governo francês de um valor de 88.400.000 € em equipamento militar que na sua maioria foram entregues no ano passado a Líbia (segundo um relatório ao Parlamento para 2010), e quando foi necessário derrubar o regime de Tripoli, a França forneceu armas e técnicos militares e apoio logístico aos rebeldes. Não é a primeira vez que a França assim procede, já na Cote d'Ivoire, o governo francês destacou-se por fornecer equipamento belico e abastecer militarmente os dois campos.


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