31 de out. de 2011
Paulo Araújo "ADVERSÁRIOS DO ÊME": EPAL, EDEL e Arruaceiros
Está ao rubro a atmosfera política no país, com aproximação das eleições marcada para 2012.
O MPLA que já fez soar o gongo para o arranque da sua campanha pré-eleitoral, desenvolvendo acções de índole partidária e de massas, não parece encontrar resposta à altura entre os seus oponentes que almejam chegar ao poder.
Fenómeno estranho, o que pode constituir um “case study” para os nossos politólogos, quiçá, também para os estudantes de ciências políticas, na abordagem da nossa realidade político-social.
Isto só acontece porque a Unita, que agora parece estar a passar por um período turbulento e de falta de consistência e maturidade política, está em vias de “FENELIZAÇÃO”, a semelhança e a imagem do que se passa noutro partido histórico, a FNLA.
Quando a situação, pelo menos na capital do país, se encaminhava para uma folgada campanha pré-eleitoral, surgem dois elementos, já veteranos nas maledicências do que é a gestão pública, EPAL e EDEL, a juntarem-se aos ditos “Arruaceiros” e assim formarem o eixo que mais estragos está a causar ao Executivo do MPLA, que toda oposição junta.
Não é possível que nove anos decorridos, de plena paz, ainda continuemos a assistir o deficiente funcionamento das empresas que prestam os serviços básicos aos citadinos, como água e luz.
A energia e a água são premissas básicas para o desenvolvimento de qualquer nação que se preze e almeje um crescimento real do seu índice de desenvolvimento humano. Não é o fim, mas é da soma desses dois elementos naturais que servem de análise visual do real desenvolvimento ou não de um país, bem como a sua distribuição e pleno uso que também se julga o bom ou mau desempenho do partido que governa.
Com os seus cortes sumários de energia e água na capital, com a desculpa que estão a limpar as linhas de distribuição, essas duas empresas públicas começam a criar alguns desconfortos ao próprio Executivo, que tem vindo a empolar o grande desenvolvimento do país.
Torna-se irritante para qualquer cidadão, principalmente para as famílias, onde pontificam petizes, ter o dissabor de constantes faltas de energia em pleno Domingo ou mesmo cultivar a arte de tomar o religioso duche às canecas, porque no chuveiro já era.
Quando o partido no poder dispara contundentes declarações aos manifestantes, que segundo se diz, estarem a “perigar” a nossa paz, estabilidade e desenvolvimento que é uma realidade de há nove anos para cá, então é também legítimo ao próprio partido no poder virar baterias a essas duas empresas públicas, visto deixarem os eleitores do maior circulo eleitoral do país a beira de uma difusão arterial, fruto do fraco desempenho das inúmeras direcções que durante anos não conseguem dar uma resposta cabal a este enfermo que se chama falta de luz e água.
Por: Paulo M. Araújo
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