31 de out. de 2011
Luiz Araújo
Vai por aí Xenofobia & Racismo, de mãos dadas como um discurso "libertário", como sempre se afirmaram as extremas direitas, destilando exclusão étnica, alimentando "inocentemente" futuras fornalhas da violência.
Como antes, há tanto tanto tempo, há mais tempo do que a República tem de vida, novamente tudo isso vai sendo dito abertamente, na primeira pessoa até e, por cobardia resultante da má consciência, também dito subliminarmente ou apoiando quem o faz, o que dá no mesmo.
E tudo isso também é dito tantas vezes como se exaltando deuses no olimpo, em defesa da raça, enaltecendo-se portadores velhos e renovados do facho de projectos de sociedade "democrática", imagine-se, onde serão reiventados os escravos sem direito ao lugar e muito menos à palavra na Agora dos autotectenes. Os senhores que se reinvindicam como os mais puros que todos os outros angolanos filhos genéticos e culturais do processo de aglutinação de territórios e povos que fabricaram Angola.
E alguma juventude até beneficiária de todos os mais modernos imputs culturais, políticos e técnológicos da humanidade volta ao discurso torcido da divisão em "nós e eles", os "outros". Discurso que já tanto sangrou a nação e travou o desenvolvimento de todas e todos. Nem se dão conta da forma como assim caducam de forma precoce, são gente nova e ao mesmo tempo já velha, refratária à produção de modernidade feita de direitos iguais para todos, especialmente feita de liberdade e ascensão apenas pelo mérito.
O réptil venenoso continua vivo e activo contra o desenvolvimento da nação, destilando xenofobia e racismo. Discursa exclusão amalgamada com exigências que se assim não fossem envenenadas seriam menos afectadas por ruídos que lhes impedem de se elevarem mais rapidamente à condição de legitimas aspirações nacionais.
O povo a prazo perceberá essa armadilha e, certamente, tratará dessa serpente da forma merecida mas nós, todas e todos a quem coube viver esta época temos a obrigação de proteger a nação do seu veneno xenofobo e racista. A Agora será de todas e todos ou não o será.
EXIGE DIGNIDADE COM DIGNIDADE
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