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27 de mar. de 2011

Portrait Of Angolan Leaders: "Nandó"


                     Fernando da Piedade Dias Dos Santos (Nandó)


Vice Presidente
Data de nascimento: 05/03/1952
Naturalidade: Luanda, Angola
Casado com Maria Augusta Tome Dias dos Santos; Sete filhos
Vice-presidente de Angola desde 5 de Fevereiro de 2010.

Foi nomeado primeiro-ministro em Novembro de 2002 e assumiu o cargo em 6 de Dezembro de 2002, que desde 1999 estava vago. Antes, foi ministro do Interior.

Foi nomeado primeiro-ministro para preencher um vazio constitucional que se registava por causa da instabilidade política reinante em que o presidente da República chamou a si, a responsabilidade da condução do executivo.

Militante das FAPLA, foi ascendendo na vida política por intermédio do seu ingresso no MPLA.
Desempenhou as funções de Vice Ministro do Interior, acumulando este cargo com o de chefe do SINFO (Serviços de Informação). Foi depois nomeado Comandante Geral da Policia Nacional, cargo que desempenhou até ascender a Ministro do Interior, acumulando as duas funções.

Luanda, 10 fev 2010 (Lusa) – Fernando da Piedade Dias dos Santos, 58 anos, chegou a vice-Presidente da República de Angola depois de uma caminhada político-militar iniciada em 1974, que o levou a estar no centro dos mais importantes momentos da história recente do país.
E “Nandó”, como é popularmente conhecido, regressa agora a um desses momentos históricos ao ser o primeiro a ocupar este novo patamar da hierarquia do poder angolano, colocando-se em destaque na linha de sucessão de José Eduardo dos Santos.
Considerado um duro do regime do MPLA, partido que rege os destinos de Angola desde 1975, consolidou o início desta caminhada em 1974 como comissário político nas Forças Armadas Populares de Angola (FAPLA).

Desde então, percorreu todos os patamares da hierarquia do poder, tendo hoje como “trunfo” ser um homem “muito próximo” do Chefe de Estado, José Eduardo dos Santos.
“É um homem com uma longa trajetória política e militar, que tem grande proximidade ao Presidente”, destaca António Freitas, chefe de redação do Novo Jornal, jornalista há 26 anos.

Marcolino Moco, ex-primeiro ministro de Angola e figura histórica do MPLA mas agora desalinhado da corrente dominante, conhece “há muitos anos” o vice-Presidente, como “companheiro no partido” e na passagem por várias funções governativas que partilharam.
“Aprecio as suas qualidades de homem de trato fácil, carácter extrovertido e mente aberta”, diz Moco, adiantando: “É, efetiva e objetivamente, aquele que neste momento reúne mais predicados para as funções para as quais foi chamado”.

O ex-dirigente do MPLA aponta “Nandó” como alguém com características que lhe permitem posicionar-se para “assumir os grandes desafios da transição para uma nova era” em Angola.
Já Vicente Pinto de Andrade, professor universitário e analista político, faz notar o seu “lado disciplinado”, mas, ao mesmo tempo, “com carácter extrovertido”, que faz dele um elemento importante no círculo próximo de José Eduardo dos Santos para “facilitar a comunicação”.
Isto, porque, considera Vicente Pinto de Andrade, “o Presidente é bastante introvertido e cultiva a distância com as pessoas”, podendo “Nandó” compensar essa “deficiência”.

Desde 1974, “Nandó” esteve sempre ligado a cargos políticos e de gestão de quadros e em 1999 entra para o Comité Central do MPLA.
Mas, antes, em 1984, coincidindo com profundas alterações no aparelho de Estado feitas pelo Presidente angolano, “Nandó” chega ao cargo de vice-ministro do Interior e, dois anos depois, vice-ministro da Segurança de Estado, sob a tutela direta de José Eduardo dos Santos.
É nesta altura, recorda António Freitas, entre 1984 e 1985 que “Nandó” consolida o estatuto de “próximo” do Presidente, “porque despachava diretamente com ele, passando a trabalhar juntos com mais regularidade”.
Em 1996, foi nomeado vice-ministro do Interior e Comandante Geral da Polícia Nacional e chega a ministro do Interior em 1999, quando passa a coordenar o Processo de Paz e Reconciliação Nacional.
Em dezembro de 2002, foi nomeado primeiro ministro e em 2008 Presidente da Assembleia Nacional.
“É homem de olhar em frente… e se permanecer fiel a este princípio, com a ajuda do seu passado, será, certamente, o futuro Presidente de Angola”, afirma um histórico do MPLA, que prefere não ser identificado.


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