10 de fev. de 2014
Angola-Corrupção "Bento Kangamba e a maldita casa do PR"
Dois milhões de euros, tinham sido descobertos no sul da França pelos serviços aduaneiros no dia 14 de Junho de 2013 no veículo dum casal Português de origem angolana, enquanto um outro homem da mesma origem foi preso um dia antes (13 de Junho 2013) na posse de um milhão de euros quando tentava passar a fronteira para a Espanha.
Os três indivíduos foram detidos e ouvidos pelos investigadores dentro de duas pesquisas de flagrante delito de "lavagem de dinheiro".
No final da custódia da polícia, os dois casos foram unidos numa mesma "instrução judicial ".
Os investigadores encontraram conexões entre eles, segundo uma fonte próxima à investigação.
O casal em posse de dois milhões de euros em notas de 500€, afirmou serem agentes imobiliários e que estavam para ir à Itália para negócios em nome de um dignitário angolano. Um tal de General Kangamba.
Investigadores da polícia de Montpellier, viram aparecer na polícia quatro cidadãos angolanos e portugueses. Estes últimos, também amigo do General, e vieram reclamar o dinheiro apreendido pela alfândega. "Eles argumentaram que os fundos eram propriedade do General da reserva, convertido no comércio de diamantes, diz a mesma fonte. Sem conhecerem as leis francesas, eles exigiram que o dinheiro lhes fosse devolvido. Eles foram todos por sua vez presos.
"Em um deles, a polícia encontrou € 70.000€ em dinheiro e 5000€ em baixo do banco da frente do seu carro.
Inicialmenteos investigadores pensaram que lidavam com coletores de dinheiro, como em casos de tráfico de drogas e lavagem monetária. Mas o dinheiro não revelou a presença de vestígios de drogas em testes. Um pedido de cooperação foi enviado para Portugal para tentar saber mais sobre as actividades dos presos que alem de Portugueses, têm a dupla nacionalidade angolana e congolesa para alguns.
Durante a pesquisa de veículos, vários documentos relativos a operações envolvendo diamantes entre Angola, Suíça e Israel foram descobertos. "Alguns deles elegaram que dirigiam-se para Mónaco para fazer uma grande transação imobiliária, enquanto os primeiros diziam ir para a Itália. Bento dos Santos, é proprietário de um clube de futebol e de uma mina de diamantes, tinha convidado vários amigos para Monte Carlo para passar um bom tempo e, especialmente, jogando casino. Pouco mesquinho, o homem tinha pago em dinheiro, 22 quartos reservados em um hotel de luxo na rocha por um valor de 86.000 € ...
Um dos detidos, que identificamos como "Alain de nacionalidade angolana, portuguesa e do Congo RDC", no entanto reconheceu que ele tinha sido" ordenado por Bento dos Santos, "seu patrão" para ir gastar esse dinheiro a jogar no casino de Mónaco. O homem ainda afirmou que o ex-general tinha recomendado estes bilhetes para perder "muito dinheiro e muito rápido," no jogo ... Cinco amigos General continuam sob custódia e o dinheiro foi confiscados.
Investigação de "lavagem de dinheiro pelo crime organizado" abertas em Junho passado, vieram demonstrar que a origem deste dinheiro, foi a venda de uma residência privada que era pertença do "sogro" de Kangamba. Uma residência avaliada à mais de 55 Milhões de €uros e que esteve à venda durante dois anos pela agência imobiliária francesa "LaForet Immobillier" e vendida em Maio de 2012 à um cidadão Russo residente em Monte-Carlo, Mónaco, que cujo nome preferimos calar. (Gente perigosa)*
Esta residência privada do sul da França, considerada no circulo presidencial como "a maldita" desde o inicio do famoso caso político-judicial conhecido como "Angolagate", foi nos idos anos 80 (oitenta), o lugar privilegiado pelo estadista para as suas férias privadas. De salientar que desde o inicio do famoso caso, o estadista nunca mais la meteu os pés. Em 2011 foi ordenada a missão de levar à bom porto a finalização da venda desta residência, pois nos circulo restrito do PR era o único que não tinha o nome em nenhum dossier nos tribunais franceses. A transação concluída, restava o maior dilema. O que fazer com o dinheiro, sabendo que era necessário evitar qualquer ligação que indique para o lado da cidade alta. Foi então tomada a decisão segundo o nosso informador Alain, de esbanjar-se o dinheiro todo, fazê-lo desaparecer sem deixar rastos. Gastar mais de 55 Milhões de euros em três anos... a missão impossível que apenas um "kamikaze", inculto e sem cérebro, poderia aceitar...tendo em conta o alto risco, o escolhido foi Bento Kangamba. Missão que levou-lhe a gastar milhões euros nos quatro cantos do mundo em maratonas, festas internacionais, prostitutas de luxo e que nos últimos meses, explodiram-lhe à cara.
Sobre as loucuras de Kangamba, no território francês, uma unidade chamada "TRACFIN" especializada na luta contra a lavagem monetária e em montagens financeiras duvidosas efetuadas no solo francês está a investigar as possíveis conexões entre Bento Kangamba e aquele que aparece como o cérebro da operação da venda da casa, o General Manuel Hélder Vieira Dias.
Contra Bento Kangamba foi emitido um mandado de captura internacional que foi assimilado ao mandado em vigor na Interpol em nome do mesmo, em janeiro de 2014 segundo fontes serias, foi significado ao governo angolano que o cidadão Bento Dos Santos Kangamba deve ser apreendido e interrogado pela PGR de Angola, por não existirem acordos de extradição entre os dois países.
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