2 de mai. de 2012
"Goodluck, Ouatarra e Sall" criam uma nova dinâmica na diplomacia africana!
No dia 26 de abril, 11 Chefes de Estado da CEDEAO reuniram-se em Abidjan para encontrar uma solução para as crises, do Mali e Guiné-Bissau. Mesmo com algumas diferenças, os membros da CEDEAO chegaram a um acordo sobre um destacamento militar, o custo será de 577 milhões dólares.
Na reunião de Abidjan de 26 de abril, os 11 Chefes de Estado da Comunidade dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) tomaram a decisão unânime de enviar alguns milhares de soldados no Mali e na Guiné Bissau, após os golpes que ocorreram nos dois países, as duas operações militares vão custar cerca de 577 milhões dólares para a organização regional e será financiada em parte pelos Estados Unidos e a União Europeia (UE).
A evocação da crise do Mali não durou mais de uma hora. Goodluck Jonathan se ofereceu para acompanhar a mediação do Presidente do Burquina Faso Blaise Compaoré no norte do Mali.
A Argélia e Mauritânia, que tinham sido convidadas para os debates, disseram que eles também estão dispostos a se envolver na resolução dos conflitos.
A força Oeste Africana a ser implantada para fortalecer o processo de transição deverá ser composta de 2 000 a 3 000 homens, incluindo 1 000 "marfinenses". O custo desta implantação no Mali é estimado em 450 milhões ao longo de 12 meses.
As tensões sobre Guiné-Bissau
Sobre a Guiné-Bissau, o consenso dos líderes do Oeste Africano tem falhado.
Alpha Conde, o presidente guineense e mediador da CEDEAO em Bissau, (que foi ele próprio vítima de uma tentativa de golpe militar) teria descrito os militares golpistas de "traficantes perigosos para a nossa região".
O Presidente em exercício da CEDEAO, Alassane Ouattara, também defendeu a tolerância zero para os líderes do golpe, esperando que uma ameaça do Tribunal Penal Internacional (TPI), será lançada contra a junta militar na Guiné Bissau.
O líder gambiano e líder do Senegal, que discordam sobre a questão Guiné-Bissau, não evitaram o confronto aberto.
Yaya Jammeh, que suspeita o Senegal de ser pró-Guiné-Bissau, criticou o senegalês Macky Sall, sentado à frente dele: "Os senegaleses são familiarizados com a Guiné-Bissau, eles têm um pacto. Eles podem resolver o problema." Ele teria dito. Os comentários irritaram o sucessor de Abdoulaye Wade, que protestou contra a piada de mau gosto do seu homólogo gambiano. Que defende a posição da diplomacia angolana, que humilhada por não ter sido convidada a participar da reunião, teria pedido o apoio de Yaya Jammeh para que as decisões fossem no sentido da posição de Luanda e da CPLP.
Finalmente, foi decidido enviar cerca de 620 homens no menor tempo possível. Para esses soldados, o objetivo será o de permitir a retirada da missão militar angolana presente desde 2011 mas também para "ajudar a segurança do processo de transição." O que em si, é um "vexame" e uma "derrota pessoal" para o presidente angolano José Eduardo Dos Santos. Que continua a pagar o erro político que cometeu no ano passado ao apoiar a "louca aventura" de Laurent Gbagbo na Costa do Marfim.
É o presidente nigeriano, Goodluck Jonathan, na sua qualidade de presidente do grupo de contacto que vai decidir o período de implantação. Abuja irá fornecer um contingente de 320 unidades compostas de policiais e militares. Senegal, Costa do Marfim e Togo irão fornecer o pessoal adicional. Uma operação que vai custar 127 milhões dólares ao longo de seis meses.
Cláudio Pinnock
Paris 02/05/2012
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Grande artigo, força Africa
ResponderExcluirAngola não tem diplomacia eficaz. Tudo depende das afinidades q o JES tem ou não com outros dirigentes.
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