Bornito de Sousa Baltazar Diogo
Bornito de Sousa Baltazar Diogo foi militar das Forças Armadas Angolanas e exerceu funções partidárias, tendo, durante anos, presidido a bancada parlamentar do MPLA. É a primeira vez que desempenha um cargo executivo no aparelho do Estado.
Bornito de Sousa é sócio qualificado da seguradora Mundial Seguros. O Banco de Poupança e Crédito, uma instituição financeira de capitais públicos, é o principal sócio da referida seguradora. Bornito de Sousa é o sócio maioritário da Five Towers, International Building and Investments uma empresa que presta assessoria jurídica, consultoria, auditoria, e se insere noutros domínios comerciais desde a construção civil, venda de cimento, propaganda e marketing à representação comercial. É parceiro do vice-governador de Malange, Conceição Cristóvão, anterior assessor do primeiro-ministro para os Assuntos Regionais e Locais.
António Domingos Pitra Costa NetoData de nascimento:
12/02/1958
Ministro da Administração Pública, Emprego e Segurança Social.
Político, professor e advogado angolano. Juntou-se ao MPLA em 1974. Membro do Comité Central do MPLA desde 1998.
Desde que entrou para o MPLA, Pitra Neto tem sempre estado ligado ao sistema legal, tanto civil como militar, endo sido professor de Direito.
Em 1991 Pitra Neto esteve envolvido nas negociações que precederam os acordos de Bicesse, que temporariamente interromperam a guerra civil. A partir de 1992, Pitra Neto tem sido ministro da Administração Pública, Emprego e Segurança Social.
Pitra Neto foi o número três nas listas do MPLA concorrentes às eleições parlamentaes de Setembro de 2008, que conquistaram uma maioria absoluta na Assembleia Nacional.
Carlos Maria da Silva Feijó
Data de nascimento: 2 de Janeiro
Nomeado Ministro de Estado e Chefe da Casa Civil, em Fevereiro de 2010, no âmbito da reformulação da nova Constituição da República de Angola.
Em círculos internacionais (académicos e políticos) é visto como uma das raras personalidades angolanas que, estando dentro ou fora do poder, pode falar com autoridade acerca da realidade do país. A oposição política em Angola reconhece-lhe pragmatismo/moderação, o que fez dele uma figura de consenso.
Não tem apego ao poder. Dos elementos do núcleo presidencial, Carlos Maria da Silva Feijó é também a figura com quem o PR tem um relacionamento semelhante a “pai e filho”. (JES empresta-lhe e recomenda-lhe a leitura de livros e vice versa).
Começou a privar com JES quando tinha 26 anos de idade. A sua entrada no regime aconteceu depois de ele e um outro membro do MPLA, André “Passy”, terem terminado “muito” cedo as suas respectivas licenciaturas em Direito. Ambos foram inicialmente sondados para prestar apoio técnico a uma comissão constitucional da antiga Assembleia do Povo (AP), na época do partido único. (O Presidente da AP era Dino Matross).
Há também a variante de que Carlos Feijó teria sido “descoberto” por um economista, Mário Barber, com ligações estreitas ao circulo do poder em Angola.
Após a sua “descoberta”, foi “puxado” para o Futungo de Belas e, em Junho de 1990, o Presidente José Eduardo dos Santos acabaria por o nomear para o cargo de Vice-Ministro do Trabalho (Era o membro mais novo do governo)
No seu tempo de escola, Carlos Feijó era conhecido como um aluno dedicado e proveniente de uma família das ruas da “Cavop” no Cazenga. Perdeu o pai muito cedo e a mãe, Maria das Dores (costureira de profissão), passou a exercer o duplo papel de mãe e pai. (Quando o filho começou a trabalhar, ofereceu-lhe uma máquina de costura).
Um dos suportes familiares que Carlos Feijó teve enquanto estudante foi de um primo-irmão, Heleno Silva Santana Feijó, que andou pela extinta DISA mas que acabaria por ser assassinado no Bairro Popular.
Naquela altura, a figura do seu circulo familiar que mais próxima estava do “poder político” era uma prima, Paula Feijó, casada com o então chefe de Estado Maior das FAPLA, general Alberto Correia Neto (hoje embaixador).
Três meses após assinatura dos acordos de Bicesse de 1991, Carlos Feijó foi exonerado da pasta de Vice-Ministro do Trabalho para ser nomeado Secretário adjunto do Conselho de Ministros de Estado. No ano a seguir, três meses após as primeiras eleições gerais em Angola, acabou por ser ele o chefe integral da pasta de Secretário do Conselho de Ministros.
A confiança que JES passou a ter por Feijó foi sentida quando o PR o passou a chamar para fazer parte das audiências que o presidente angolano dava ao falecido líder da UNITA, Jonas Savimbi. Apenas ficavam na sala JES, Savimbi, Carlos Feijó e o general António José Maria. Anos mais tarde, quando o regime propôs a Vice-Presidência a Jonas Savimbi, este rejeitará ao saber que passaria a “despachar” com Carlos Feijó. (No ver da UNITA, isto constituía um autêntico desrespeito)
Enquanto membro da entourage da Presidência da Republica, Carlos Feijó viveu momentos não muito bons, mas que lhe permitiram avaliar quem eram os seus verdadeiros amigos e quem eram os de conveniência. Certa vez organizou uma festa em alusão à data do seu aniversário, a 2 de Janeiro. A ocasião calhou num momento em que tinha sido afastado pela primeira vez do círculo presidencial. Na hora em que a festa começou, os supostos amigos/convidados (do regime e partido) estacionaram as suas viaturas na ponta da rua da sua casa e enviaram antes os seus guardas ou motoristas para fazerem reconhecimento de quem estava na festa. Só depois é que os mesmos entravam para cumprimentar, mas saíam rapidamente, invocando que tinham outros compromissos.
O comportamento dos colegas do regime ao renegarem-no foi associado a um suposto medo de poderem ser vistos ou serem conotados por se manterem seus amigos, visto que Feijó fazia uma “travessia no deserto”.
Diz-se que desde então passou a ser cauteloso nas amizades.
Um das figuras a que Feijó considera como verdadeiro amigo é Sabino Ferraz, com quem partilha uma amizade que se estende entre os filhos de ambos.
É também muito amigo de António Pitra Neto, desde o tempo da Assembleia do Povo.
Mantém uma amizade privilegiava com os generais João de Matos e Mário Cirilo “Ita”, que o reconhecem desde o tempo de estudante. Por isso não hesitou quando João de Matos lhe propôs para ser seu padrinho de casamento com a ex-Miss Emilia Guardado. (Cerimónia realizada no Mussulo)
De lembrar que da primeira vez que foi afastado do poder político, aproveitou o tempo para se instalar em Portugal, onde fez um mestrado em Direito Público. Inscreveu-se para o grau de doutoramento, mas logo a seguir, o PR JES chamou-o para desempenhar as funções de assessor presidencial para os Assuntos Regionais e Locais, cargo que exerceu por cerca de quatro anos.
Em Janeiro de 2004 acabaria por ser nomeado Chefe da Casa Civil do Presidente da República, cargo que ocupou por 11 meses, registando a sua “segunda” saída do circulo presidencial em função de um atrito com o então Secretário do Conselho de Ministro, António Van-dúnem “Toninho”, em que este teria sido visto com um dos dedos da mão esquerda fracturado.
Esta foi a sua segunda saída, embora considerada de “jure”, pois serviria para que o PR agisse com justiça pelo que ocorrera com ele e “Toninho” Van-Dúnem.
Enquanto ausente da vida política, dividiu o seu tempo com a vida de docente, liderou um escritório de advogados, prestou assessoria à Sonangol, e foi prestando discreta assistência ao PR, José Eduardo dos Santos, de quem nunca se desligou.
Em meados de 2005, esteve a frequentar uma formação avançada em projectos de finanças pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos da América. Passou a estar mais presente no seu círculo familiar. O seu maior orgulho é uma filha, Ângela Feijó, formada em Direito em Portugal e com uma especialização pela Universidade de Aberdeen, na Inglaterra.
Em Agosto/Setembro de 2008, participou directamente na campanha eleitoral do MPLA no Município do Cazenga, onde chegou a passar noites. Apoiou financeiramente o mesmo Comité Municipal do partido, oferecendo 10 mil dólares. Concorreu nas listas a deputado do MPLA à Assembleia Nacional, mas acabaria por suspender o mandato.
Embora nunca tenha deixado de privar com JES, o seu regresso, de modo oficial, ao círculo presidencial começou a ser sentido em finais de 2009, quando deu a cara como porta-voz do modelo de Constituição atípica. JES esboçou a ideia do que pretendia e passou–lhe o “draft” para tratamento profissional.
Após a feitura da Constituição, o PR instruiu-o a desenhar e a propor a estrutura do futuro executivo, introduzindo a figura dos Ministros de Estado e a redução ou extinção de algumas pastas governamentais. Para melhor concentração e sigilo, foi dispensado para seguir para o Dubai, em Dezembro de 2009, onde executou a feitura da proposta daquilo que seria o futuro executivo.
A 29 de Janeiro de 2010, JES levou-o para participar numa reunião do Bureau Político do MPLA destinada a apresentar ao círculo do partido o esboço da estrutura do novo governo. Diante dos membros do BP, José Eduardo dos Santos justificou-se dizendo que Carlos Feijó participaria naquela reunião restrita na qualidade de “convidado do presidente”. Teria sido um sinal inédito e claro da confiança do PR para com ele.
Com a aprovação da nova Constituição e a reestruturação do governo, Feijó seria nomeado Chefe da Casa Civil e Ministro de Estado. Na altura, quadros intermédios do regime questionavam como seria o relacionamento com o general “Kopelipa”, visto que Carlos Feijó era amigo de Fernando Miala (chegaram a editar um livro sobre as leis de segurança).
Na sequência da sua reentrada, Feijó passou a ser visto como o “cabeça pensante” do executivo e com protagonismo equiparado a um “Primeiro Ministro”. Em meios do poder político angolano, passou a dizer-se que a personalidade que exerce de “facto” o papel de “segunda” figura do Estado angolano é Carlos Feijó e não Fernando da Piedade Dias dos Santos.
Tais argumentações são baseadas nas seguintes observações, a saber:
- Depois de JES, foi ele que passou a ter competência nos principais dossiés do país (excepto a segurança). O Vice-Presidente da Republica, Fernando da Piedade Dias dos Santos “Nandó”, domina apenas a área social (escolas e hospitais) e não tem orçamento próprio. Quando “Nandó” precisa de verbas ou outros expedientes, a correspondência passa primeiro pelo Gabinete do Chefe da Casa Civil para apreciação e por sua vez este coloca na mesa do PR. (i.e, se “Nandó” apresentar propostas que Carlos Feijó não concorda, a coisa morre por aí, a menos que este se queixe ao PR). Na linguagem terra-a-terra, diz-se que “Nandó” passou a despachar com Carlos Feijó.
- Quando “Nandó” se ausenta do país, o PR assina despacho orientando que os funcionários do Gabinete do Vice-PR passem a despachar assuntos correntes com Carlos Feijó.
A percepção que apresenta, o Chefe da Casa Civil como uma espécie de Vice-Presidente da Republica “de facto”, tem-se arrastado para o circulo familiar de JES. No último aniversário do PR, a primeira dama Ana Paula dos Santos organizou uma festa privada apenas para 80 pessoas da família, na qual um filho de JES (Zedú Dos Santos) dedicou uma música ao pai. Carlos Feijó foi o único membro do governo a ser convidado. O Vice-PR, Fernando da Piedade dos Santos foi “apenas” convidado a comparecer na festa realizada no dia seguinte (sábado) no salão da Cidade Alta, juntamente com outros ministros e membros do partido.
Fonte: Club K
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Até aqui apenas Carlos Feijó, o general José Maria, chefe dos Serviços de Informação Militar, e Aldemiro da Conceição, porta-voz do Presidente da República, haviam saído e regressado ao círculo presidencial. José Maria esteve fora do círculo presidencial entre 1992 – quando foi para o Estado Maior General das FAA – e 2001.
Aldemiro da Conceição fez também a sua travessia do deserto. Durante muitos anos secretário para a Informação da Presidência, no período que antecedeu as eleições de 1992, Aldemiro da Conceição foi despachado para o Ministério da Informação, conservado, porém, o posto de director do extinto GAPI, com o que se mantinha ‹‹conectado›› ao ‹‹Buraco››.
Regressou à «entourage» após as eleições de 1992. Porém, nunca ninguém saiu e voltou à Presidência da República duas vezes, como aconteceu agora com o jurista Carlos Maria da Silva Feijó.
Em 1992, após as eleições, chegou ao então cobiçado posto de secretário do Conselho de Ministros, em substituição de José Leitão, nomeado chefe da Casa Civil.
A destituição do governo liderado por Marcolino Moco resultou também no afastamento de Carlos Feijó, sendo substituído por António Van-Dúnem, ao tempo seu arqui-rival.
Desolado, mudou-se temporariamente para Portugal, onde conclui um mestrado em Direito Administrativo. No regresso ao Futungo entrou pela porta pequena, assumindo o posto de assessor para os Assuntos Regionais e Locais.
Voltou ao primeiro plano em 2000, substituindo, mais uma vez, José Leitão, desta vez na chefia da Casa Civil. Uma inevitável «clash» com Toninho Van-Dúnem resultou no afastamento dos dois em Dezembro de 2004.
À semelhança do que fizera à primeira vez, Feijó foi estudar novamente, repartindo o tempo entre Londres (Grã- Bretanha) e Boston (Estados Unidos).
Na primeira cidade estudou inglês e na segunda fez um curso para executivos na Universidade de Harvard. Neste processo tornou-se num ‹‹expert›› em negociação sobre petróleo.
A nomeação de Carlos Feijó para o posto de ministro de Estado e chefe da Casa Civil culmina um processo que o levou a tomar parte em várias negociações, incluindo a que desembocou na aprovação da nova Constituição.
Ele coordenou a equipa técnica da Comissão Constitucional. Carlos Feijó substitui na Casa Civil o igualmente jurista Frederico Cardoso que, entre 2002 e 2005, serviu como chefe de gabinete do então vice-presidente do MPLA, António Pitra Neto.
Carlos Feijó é, inquestionavelmente, o grande vencedor. Ao seu lado na coluna dos «vencedores» tem o general José Maria, igualmente da nata do que era o «futunguismo», que no espaço de um mês viu desaparecerem do seu caminho os generais Zé Grande, Massano, e o «vice» do Interior para a segurança interna, Sebastião Martins, «Potássio».
Fonte: Angonotícias
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15 Janeiro 2011 – Angop – O militante Carlos Maria Feijó foi eleito hoje, no decurso da III sessão ordinária do Comité Central do MPLA, realizada em Luanda, a membro do Bureau Político do partido.
Segundo o comunicado aprovado no termo da sessão, a eleição do jurista Carlos Feijó para o Bureau Político do MPLA foi feita sob proposta do líder do partido, José Eduardo dos Santos, para o completamento da vagatura que existe nesse órgão.
O documento acrescenta que a reunião aprovou a resolução do Bureau Político que suspende a filiação partidária e o mandato no Comité Central de António Egídio de Sousa e Santos “Disciplina”, por incompatibilidade com as novas funções nas Forças Armadas Angolanas (FAA).
Sancionou igualmente as resoluções que procedem ao completamento das vagaturas que existiam no Comité Central, passando a integrar o órgão, de acordo com o regime de precedências, os militantes Palmira Domingos Pascoal Bernardo, Luís Filipe da Silva e Eliseu Joaquim Augusto.
De acordo com o comunicado, o Comité Central do MPLA rendeu sentida homenagem aos militantes Paulo Teixeira Jorge, José Eduardo do Carmo Nelumba e Unigênito Armando António, falecidos em 2010.
Francisco Higino Lopes Carneiro
Ex-ministro das Obras Públicas
Career: Brigadier General , Forcas Armadas Populares de Libertacao de Angola; government spokesman, 1994; Leader of MPLA delegation at the Joint Political-Military Comission, 1996; Deputy Territorial Administration Minister 1997-2002; Minister of Public Works, 2002-2010; Senior Country Economist, World Bank Washington Country Office – Angola.
Often considered a political lightweight, despite his rank, Carneiro won credibility during the battle for Luanda, repeatedly touring in an armoured car to survey the damage. He was in talks with UNITA’s Gen ‘Ben-Ben’ as the battle erupted. In the subsequent two days’ fighting, he was key to negotiations to end the violence. Gen. Carneiro was more conciliatory towards Jonas Savimbi and UNITA than FAA Chief of Staff General Joao de Matos. Carneiro publicly differed with De Matos on security issues such as opening up Angola’s road network and demolishing road blocks. He backed power-sharing in Luanda, offering Savimbi the Vice Presidency during the 1994-96 talks. But General Carneiro’s influence on the military waned as De Matos asserted his authority. Carneiro has been known as a voice of compromise in the FAA.
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Fazia constar, ele próprio, mas num coro em que também entravam familiares próximos e amigos, que deixaria o Governo numa remodelação do mesmo, prevista para depois do congresso do MPLA (foi feita em Fevereiro de 2010). A justificação era a de que atingira um estado de fadiga que já não lhe permitia prestar a devida atenção a todas as obrigações do cargo ministerial, a que acresciam as da sua vida privada.
Tem a fama, justa, de ser muito dinâmico (chamam-lhe Buldozer), tanto no exercício do cargo governativo como em todos os outros cargos públicos anteriores.
O volume de obras públicas aumentou vertiginosamente nos últimos anos; mas a sua pressão directa, sob a forma de visitas surpresa, nunca deixou de ser necessária para garantir prazos, níveis de qualidade, etc – o que o obrigou a redobrar o seu dinamismo.
Ao mesmo tempo, aconteceu que a carteira dos seus negócios privados, envolvendo parceiros nacionais, portugueses, brasileiros e outros, nunca deixou de aumentar – exigindo também dele tempo de que não dispõe – a não ser, como diz, que os dias tivessem 40 horas. É a mulher e uma filha, formada em Economia, que lhe servem de “muleta”.
Dos seus negócios privados fazem parte 12 hotéis dispersos pelo país, grandes fazendas (a Cabuta é uma delas), bancos (Keve e Sol), uma companhia de aviação dispondo de uma frota de 14 aeronaves, Air Services, que recentementenuma sociedade com a Puma Air, iniciou voos entre S. Paulo e Luanda, etc.
No estrangeiro, é em Portugal que tem mais negócios, incluindo, pelo simbolismo, um antigo restaurante na zona pombalina de Lisboa. É muito popular pelo atributo de dinamismo que lhe é geralmente reconhecido, mas também pela sua simplicidade e inclinação considerada inata para a filantropia.
O apego que revela pela sua terra natal, Calulo, também entra a seu crédito. O renascimento da aprazível vila é em grande parte devido à sua boa vontade; até lhe coube pôr de pé o antigo clube da terra, o Recreativo do Libolo, actualmente em fase de ascensão no panorama desportivo do país. Também ajuda os naturais do Calulo radicados em Portugal a organizar as suas confraternizações anuais, às quais comparece ou manda representante.
A vontade de sair do Governpo foi considerada em meios que não lhe são particularmente afectos como um artifício destinado a justificar da maneira que mais lhe convém uma decisão que parecia já tomada por José Eduardo dos Santos (JES) – mas eventualmente por outras razões mais. O ministro das Obras Públicas é um dos casos mais elucidativos de um governante muito rico (4 casas na zona de Luanda), cujo exercício do cargo se cruza com negócios privados de monta.
JES, na “cruzada” moralizadora em que aparenta ter-se lançado, precisa de projectar internacionalmente uma imagem nova do país; a substituição do ministro das Obras Públicas e de outros governantes nas suas condições, veio a calhar. Diz-se que goza da amizade de JES, que assim lhe retribui a lealdade e a prontidão que lhe reconhece como qualidades pessoais. Foi em razão disso que esteve quase a fazer dele PM.
A realidade de Angola demonstra que o sucesso nos negócios privados é inseparável de poder e influência política – própria ou a rogo. Só o General João de Matos é exemplo de alguém que caminha pelo seu próprio pé. O ex-ministro das Obras Públicas está salvaguardado nesse aspecto: além de um invejável círculo de amizades políticas, também se fez eleger deputado do MPLA, ainda que como suplente.
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17 de Dezembro de 2010 – Higino Carneiro – Ano passado teve um desentendimento “virtual” com “Kopelipa” devido a clivagens laborais levando-o a aceitar um convite para um jantar num restaurante em Luanda para aclaramento. Foi um dos ministros que mais estava dentro dos assuntos de Estado. Acompanhava o chefe nas viagens ao exterior. JES reconhece-lhe competência. Em finais de Outubro JES convocou-lhe para que reconsiderasse o convite para governar Luanda. Antes teria alegado que aceitaria na condição de ter “poderes próprios e sem interferências do poder central”.
Career: Brigadier General , Forcas Armadas Populares de Libertacao de Angola; government spokesman, 1994; Leader of MPLA delegation at the Joint Political-Military Comission, 1996; Deputy Territorial Administration Minister 1997-2002; Minister of Public Works, 2002-2010; Senior Country Economist, World Bank Washington Country Office – Angola.
Often considered a political lightweight, despite his rank, Carneiro won credibility during the battle for Luanda, repeatedly touring in an armoured car to survey the damage. He was in talks with UNITA’s Gen ‘Ben-Ben’ as the battle erupted. In the subsequent two days’ fighting, he was key to negotiations to end the violence. Gen. Carneiro was more conciliatory towards Jonas Savimbi and UNITA than FAA Chief of Staff General Joao de Matos. Carneiro publicly differed with De Matos on security issues such as opening up Angola’s road network and demolishing road blocks. He backed power-sharing in Luanda, offering Savimbi the Vice Presidency during the 1994-96 talks. But General Carneiro’s influence on the military waned as De Matos asserted his authority. Carneiro has been known as a voice of compromise in the FAA.
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Fazia constar, ele próprio, mas num coro em que também entravam familiares próximos e amigos, que deixaria o Governo numa remodelação do mesmo, prevista para depois do congresso do MPLA (foi feita em Fevereiro de 2010). A justificação era a de que atingira um estado de fadiga que já não lhe permitia prestar a devida atenção a todas as obrigações do cargo ministerial, a que acresciam as da sua vida privada.
Tem a fama, justa, de ser muito dinâmico (chamam-lhe Buldozer), tanto no exercício do cargo governativo como em todos os outros cargos públicos anteriores.
O volume de obras públicas aumentou vertiginosamente nos últimos anos; mas a sua pressão directa, sob a forma de visitas surpresa, nunca deixou de ser necessária para garantir prazos, níveis de qualidade, etc – o que o obrigou a redobrar o seu dinamismo.
Ao mesmo tempo, aconteceu que a carteira dos seus negócios privados, envolvendo parceiros nacionais, portugueses, brasileiros e outros, nunca deixou de aumentar – exigindo também dele tempo de que não dispõe – a não ser, como diz, que os dias tivessem 40 horas. É a mulher e uma filha, formada em Economia, que lhe servem de “muleta”.
Dos seus negócios privados fazem parte 12 hotéis dispersos pelo país, grandes fazendas (a Cabuta é uma delas), bancos (Keve e Sol), uma companhia de aviação dispondo de uma frota de 14 aeronaves, Air Services, que recentementenuma sociedade com a Puma Air, iniciou voos entre S. Paulo e Luanda, etc.
No estrangeiro, é em Portugal que tem mais negócios, incluindo, pelo simbolismo, um antigo restaurante na zona pombalina de Lisboa. É muito popular pelo atributo de dinamismo que lhe é geralmente reconhecido, mas também pela sua simplicidade e inclinação considerada inata para a filantropia.
O apego que revela pela sua terra natal, Calulo, também entra a seu crédito. O renascimento da aprazível vila é em grande parte devido à sua boa vontade; até lhe coube pôr de pé o antigo clube da terra, o Recreativo do Libolo, actualmente em fase de ascensão no panorama desportivo do país. Também ajuda os naturais do Calulo radicados em Portugal a organizar as suas confraternizações anuais, às quais comparece ou manda representante.
A vontade de sair do Governpo foi considerada em meios que não lhe são particularmente afectos como um artifício destinado a justificar da maneira que mais lhe convém uma decisão que parecia já tomada por José Eduardo dos Santos (JES) – mas eventualmente por outras razões mais. O ministro das Obras Públicas é um dos casos mais elucidativos de um governante muito rico (4 casas na zona de Luanda), cujo exercício do cargo se cruza com negócios privados de monta.
JES, na “cruzada” moralizadora em que aparenta ter-se lançado, precisa de projectar internacionalmente uma imagem nova do país; a substituição do ministro das Obras Públicas e de outros governantes nas suas condições, veio a calhar. Diz-se que goza da amizade de JES, que assim lhe retribui a lealdade e a prontidão que lhe reconhece como qualidades pessoais. Foi em razão disso que esteve quase a fazer dele PM.
A realidade de Angola demonstra que o sucesso nos negócios privados é inseparável de poder e influência política – própria ou a rogo. Só o General João de Matos é exemplo de alguém que caminha pelo seu próprio pé. O ex-ministro das Obras Públicas está salvaguardado nesse aspecto: além de um invejável círculo de amizades políticas, também se fez eleger deputado do MPLA, ainda que como suplente.
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17 de Dezembro de 2010 – Higino Carneiro – Ano passado teve um desentendimento “virtual” com “Kopelipa” devido a clivagens laborais levando-o a aceitar um convite para um jantar num restaurante em Luanda para aclaramento. Foi um dos ministros que mais estava dentro dos assuntos de Estado. Acompanhava o chefe nas viagens ao exterior. JES reconhece-lhe competência. Em finais de Outubro JES convocou-lhe para que reconsiderasse o convite para governar Luanda. Antes teria alegado que aceitaria na condição de ter “poderes próprios e sem interferências do poder central”.
Tem uma das maiores riquezas de Angola e é a figura que mais apoia o partido. Rumores nunca desmentidos apontavam-lhe como o facilitador da canalização de 200 milhões de dólares do INEA que terão sido canalizados para campanha do MPLA.





Gatunos... Bandidos, Assassinos vão pagar por tudo que fizeram...
ResponderExcluirCriminosos ou ambiciosos? Politicos ou comerciantes? Em Angola não existem conflitos de interesses?
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