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17 de mai. de 2011

Guiné-Bissau Actualmente

Malam Bacai Sanhá, presidente da república da Guiné-Bissau

Até dia 13 de Maio de 2011 a cidade turca de Istambul acolhe a cimeira dos PMA, os Países menos avançados. Uma designação que reúne 48 Estados, entre os quais 33 no continente africano.
Trata-se da quarta conferência do género, inaugurada a 9 de Maio em presença do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon.
Em causa está um novo plano de dez anos de ajuda aos países menos avançados.
O anfitrião, o presidente turco Abdullah Gül, insistiu nos perigos em abandonar os PMA.
Este avistou-se nesta quarta-feira com o seu homólogo da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá.
O estadista guineense revelou à RFI quais os objectivos da sua estada na Turquia que passam por veicular uma nova imagem do seu país, ambicionando a prazo conseguir que a Guiné-Bissau abandone a lista dos PMA.


Guiné-Bissau assume presidência dos ministros do trabalho da UEMOA


A Guiné-Bissau passa a assumir a presidência dos ministros da UEMOA na área do trabalho. Os ministros do trabalho e do emprego da União Económica e monetária da África ocidental estiveram reunidos na capital guineense a 11 e 12 de Maio de 2011.
Fernando Gomes, ministro guineense da função pública, trabalho e solidariedade social, foi o anfitrião da reunião da UEMOA.
Um evento durante o qual foi institucionalizada a criação da conferência de ministros da organização, bem como de um observatório.
A Guiné-Bissau passa, aliás, a presidir durante um ano a conferência dos ministros do trabalho e do emprego.
O ministro da Guiné-Bissau da função pública e trabalho, em declarações a Leonardo Silva, fez o rescaldo da cimeira regional dos países da África ocidental.

Combate ao tráfico de droga

Os representantes dos 21 estados e das 9 organizações internacionais que participaram até ontem aqui em Paris no G8 alargado sobre o tráfico de droga, adoptaram um plano de acção passando nomeadamente pela criação de um fundo para o combate a este fenómeno bem como pela melhoria do sistema de troca de informações nesse domínio. 
Manuel Pereira, responsável de projectos em Bissau no seio da UNODC, organização das Nações Unidas contra a droga, evoca a situação na Guiné-Bissau.
 


SIDA na Guiné-Bissau abaixo da média africana


A SIDA estaria a registar um decréscimo na Guiné-Bissau, mas afectaria ainda assim 2,8% da população. O país mantém-se como de "epidemia generalizada" mas com números agora abaixo da média africana.

A população guineense afectada pela SIDA ronda os 2,8%, um número que atinge os 5,8% dos jovens com mais de 15 anos de idade, uma camada sexualmente activa.
Estas são cifras avançadas por João Silva Monteiro, secretário executivo do comité guineense de luta contra a SIDA.
O também antigo chefe da diplomacia da Guiné-Bissau avançou estes elementos nesta quarta, 5 de Maio de 2011, em plena reunião do conselho nacional sobre a doença, um evento presidido pelo primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior que se debruçou sobre o plano para o sector para o período entre 2007 e 2011.
Estratégia guineense de luta contra a SIDA estaria a ser bem sucedida
João Silva Monteiro congratulou-se com a quebra em termos de infecções que rondaria os 25% o que, em seu entender, confirmaria que a estratégia de luta contra a doença está a ser positiva.
O ex ministro guineense dos negócios estrangeiros promete continuar a apostar na sensibilização das camadas de risco, como os camionistas, homossexuais e prostitutas.
A utilização do preservativo e a prática da fidelidade fazem parte da estratégia defendida pelo Comité de luta contra o síndroma da imunodeficiência humana, doença para a qual continua a não haver vacina.
Uma doença surgida nos anos 80 que se propaga pelo sangue ou por via sexual, doença que continua a matar mundo fora.
Mais de 33 milhões de pessoas vivem com o vih, vírus da imunodeficiência humana.
África continua a ser o continente mais afectado, nomeadamente a África oriental e de leste. De acordo com a agência das Nações Unidas para o combate à SIDA, ONUSIDA, em 2009 34% das pessoas que vivem com o vírus estavam concentradas em 10 países desta região.

Malam Bacai Sanhá, presidente da república da Guiné-Bissau
AFP/ JOAO CORTESAO

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