Nos últimos meses o mundo foi palco de algumas das mudanças mais aceleradas que só podem ser comparadas com a queda do murro de Berlim e do fim do sistema comunista no leste da Europa.
No fogo da ação, vimos aparecer muitos movimentos juvenis com ideias semelhantes nos países em prol com ditaduras resistentes.
Aqui vai a minha análise pessoal sobre o fenómeno "cyber reu" seu impacto nas redes sociais.
A solidariedade espontânea
As redes sociais tornaram-se um fórum para troca de informações, mas também um meio de acção imediata. Graças ao Twitter, Facebook e aos blogues também, que em coordenação com os usuários, mostram a relação espontânea e com fundamentos de pessoas que na vida real, nunca se teriam encontrado e ajudado uns aos outros. "Se a solidariedade sempre existiu em redes sociais, sempre foi em círculos bastante limitados, e muitas das vezes para organizações de festas e coisa do quotidiano.Mas as redes sociais não passam de "fonte de informação alternativa." Pois se a Internet permite que as informações em tempo real circulem, na verdade apenas as organizações "tradicionais" são capazes de mobilizar no terreno. A militância e uma certa disciplina são incondicionais para um sucesso.
A "Revolução" no mundo árabe, não deixa ninguém indiferente na África Subsariana. Esse interesse é explicado por vários denominadores comuns existentes entre estes dois povos, geográficos e sociais.
O mais importante deles é "a sua aspiração à mudança." Para não mencionar os comportamentos quase idênticos de "governismos" das suas nações como por exemplo: a minoria que monopoliza as riquezas, deixando a maioria da população na pobreza absoluta, o despotismo onde muitos deles depois de anos de poder absoluto querem deixá-lo aos seus filhos, são formas de ditaduras "onde derivas monárquicas" tornam-se hábitos nas repúblicas do continente. A tendência ao nível presidencial ultimamente é a sucessão de pais para filhos. O Togo e Gabão são os exemplos mais recentes.
O estado avançado e alarmante da pobreza é também fonte de tensões sociais.
Já em 2008, vários países Africanos como o Egipto, tinham experimentado ondas de protestos contra o custo de vida muito alto. Estas similaridades são várias e espera-se que os distúrbios árabes sejam estendidos em toda África. Esse desejo, eu sei que eu o compartilho com muitos africanos. Mas as diferenças existentes entre nós impedem uma atitude semelhante.
As diferenças entre o Magrebe e a África subsariana.
Existem grandes diferenças entre nós, na África Subsariana, "os fatores de estabilidade social são vários." No Senegal, por exemplo os "marabus" agem como estabilizadores sociais.
Estas forças religiosas, afilhadas aos vários regimes, são usadas para cortar pela raiz qualquer forma de protesto contra o poder em nome da estabilidade. Esta é uma das peculiaridades entre outros de costumes e tradições africanas existentes em diversos países. Em Angola por exemplo também temos líderes tradicionais "sobas" e os "mais velhos" que desempenham esse papel. Eles sempre foram usados para servir os interesses de quem paga mais, durante o período colonial agiam frequentemente com muita indulgência para com os colonos. Em nome da estabilidade muitos são a favor do "Status Quo", qualquer mudança estrutural é compreendido por eles como sendo uma ameaça contra o seu "bem-estar social".
Hoje esses sobas, marabus e outros mais velhos, são considerados por muitos jovens, como cúmplices dos Estados corruptos em África.
A liberdade de expressão?
Outra diferença importante com o mundo árabe: é a liberdade de expressão. Ao contrário dos países árabes, onde a imprensa está amordaçada, os países da África Negra têm uma imprensa independente, mas que não tem medo de criticar o poder, se muitos acabam em prisões e outros são assassinados, alguns jornalistas nem sempre escapam à corrupção, e muitos deles são bajuladores gratuitos, mais interessados em preservar os seus empregos.
Se a "liberdade de tom" é uma realidade no sul do Saara, especialmente em países como o Senegal, o Benim e o Gana, não há liberdade da imprensa no Norte de África e nos outros países árabes.
O risco de contágio é no entanto real. O agravamento das condições sociais em quase todos os países Africanos poderão explodir, senão levar a uma implosão. Resta saber quando e em que contexto?
Usar as novas tecnologias para mobilizar é um dado novo, muitos países já começaram a formar serviços de inteligência para poderem infiltrar, identificar e atacar, querem acabar com as revoltas nascentes, a repressão usada contra cidadão desarmados podera levar muitos jovens a quererem defender-se contra os regimes criminosos, em Kinshasa muitos querem criar guerrilhas armadas. Será o fim das manifestações pacificas?
"Amigos Revolucionários em Angola"
Há muita confusão, muitos preferem reclamar e queixar-se dos problemas do dia-dia, outros confundem mudança com revolução, exigir mudança não é a mesma coisa que fazer uma revolução, e muitos "cyber revus" são apenas pessoas seguindo uma onda, pois é fácil insultar e denunciar sem dar a cara. Quando é preciso uma mobilização de terreno muitos desaparecem. Paremos com miserabilismos. Proponho que adoptemos o titulo de "Activista ciberneticos" pois faz mais sentido.
Antes de sermos "Revolucionários", deveríamos primeiro aprender a ser militantes, pois não se chega a revolução sem estar preparado. Imaginem que tiremos o JES do poder hoje, e que no lugar dele entra um outro membro do MPLA? Foi que aconteceu no Egipto, combateram o Mubarak, mas não estavam preparados para a vitoria, não esperavam que ele renunciasse tão cedo, e quando isso aconteceu, deixou lugar para um regime militar que não é tão diferente . Por isso digo-vos uma coisa: queremos fazer uma revolução? Okay, mas temos que estar preparados. O povo ainda não esta pronto? Ainda não tem maturidade democrática suficiente para poder escolher quem deve ou não dirigir? Eu acho que sim.
Entretanto militemos, aprendamos a conhecer os nossos adversários, utilizemos as redes sociais para servir os outros e não para uma "auto-exposição" ou "auto-promoção", ninguém tem razão sozinho, aceitemos que perderemos muitos amigos, que alguns irão talvez parar em prisões, alguns serão mártires e heróis, mas no final Angola será livre e justa, e o povo saberá reconhecer os seus filhos.
Dr. Cláudio Pinnock
Usar as novas tecnologias para mobilizar é um dado novo, muitos países já começaram a formar serviços de inteligência para poderem infiltrar, identificar e atacar, querem acabar com as revoltas nascentes, a repressão usada contra cidadão desarmados podera levar muitos jovens a quererem defender-se contra os regimes criminosos, em Kinshasa muitos querem criar guerrilhas armadas. Será o fim das manifestações pacificas?
"Amigos Revolucionários em Angola"
Há muita confusão, muitos preferem reclamar e queixar-se dos problemas do dia-dia, outros confundem mudança com revolução, exigir mudança não é a mesma coisa que fazer uma revolução, e muitos "cyber revus" são apenas pessoas seguindo uma onda, pois é fácil insultar e denunciar sem dar a cara. Quando é preciso uma mobilização de terreno muitos desaparecem. Paremos com miserabilismos. Proponho que adoptemos o titulo de "Activista ciberneticos" pois faz mais sentido.
Antes de sermos "Revolucionários", deveríamos primeiro aprender a ser militantes, pois não se chega a revolução sem estar preparado. Imaginem que tiremos o JES do poder hoje, e que no lugar dele entra um outro membro do MPLA? Foi que aconteceu no Egipto, combateram o Mubarak, mas não estavam preparados para a vitoria, não esperavam que ele renunciasse tão cedo, e quando isso aconteceu, deixou lugar para um regime militar que não é tão diferente . Por isso digo-vos uma coisa: queremos fazer uma revolução? Okay, mas temos que estar preparados. O povo ainda não esta pronto? Ainda não tem maturidade democrática suficiente para poder escolher quem deve ou não dirigir? Eu acho que sim.
Entretanto militemos, aprendamos a conhecer os nossos adversários, utilizemos as redes sociais para servir os outros e não para uma "auto-exposição" ou "auto-promoção", ninguém tem razão sozinho, aceitemos que perderemos muitos amigos, que alguns irão talvez parar em prisões, alguns serão mártires e heróis, mas no final Angola será livre e justa, e o povo saberá reconhecer os seus filhos.
Dr. Cláudio Pinnock


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